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Mensageiro Cósmico

Artigo · a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni

Quem é Lilith

Por outro lado, quando corrompemos o amor, tudo se inverte e seu oposto se apresenta na forma de Lilith.Gilberto Franzoni

17 min de leitura


Circula pelas redes um vídeo curto em que alguém se propõe a definir Lilith. Lilith seria coragem: uma força que existe dentro de todos nós, mas que foi ocultada e silenciada, a coragem de dizer não. Quem quiser recuperar essa força é convidado a comentar um número para começar a ativação da frequência de Lilith e a participar de um encontro ao vivo, com data marcada, para recuperar a própria voz, a verdade, o poder e a soberania.

É uma definição bonita. Não é a que Gilberto Franzoni ensina, e a diferença não é de nuance. No ensinamento dele Lilith tem nome, endereço no corpo, história e função, e nenhuma dessas quatro coisas é coragem. Este artigo reúne o que ele disse sobre ela ao longo do livro, das folhas do S.E.R. e das sessões instrutivas, e coloca esse material ao lado do que o vídeo promete, para que cada um compare por conta própria.

I

Comecemos pelo nome, porque ele já diz muito.

Lilith aparece na Conjuração dos Sete, o verso antigo que este site já tratou no artigo sobre a Conjuração. Na folha 97 do S.E.R., O Crepúsculo, ele lista os inimigos da Mãe Divina que a Conjuração nomeia: Lilith e Nahemah na frequência da luxúria, Bael na da ira, Chavajot na do orgulho, Sanagabril na da inveja, Samgabiel na da cobiça, Andrameleck na da preguiça, Moloch na da gula. São, escreve ele, os sete cabeças de legião. Quem já leu o artigo sobre os elementos densos reconhece a lista: são os sete pecados capitais com os nomes que receberam na tradição hermética.

E na folha 107, O Raio Branco, ele acrescenta a frase que orienta tudo o que vem depois:

“Aqui esclarecemos que estas entidades não são pessoas, mas sim sintonias vibracionais”

Isso muda a pergunta do título. Quem é Lilith é, no fundo, que frequência é Lilith. E ele responde na mesma folha pela Lei da Vibração: quando entramos em contato com uma vibração, produzimos dentro de nós uma sintonia e, por consequência, uma ressonância. “É precisamente desta forma que estas entidades se alimentam da nossa energia vital”, escreve. Guardemos isso, porque o vídeo fala justamente em ativar uma frequência.

Nas sessões instrutivas ele usa a palavra sem rodeios. Na Sessão Instrutiva 112, Morte e Ressurreição em Apucarana, diz: “Para quem não sabe, Lilith é um demônio”. Na Sessão 124, A Espada Flamígera: “Lilith é um demônio que representa o ódio”. Demônio, no vocabulário dele, não é figura de terror. É o nome que se dá a um elemento denso quando ele fica muito antigo e muito forte, como explica na Sessão 102: esses elementos bem densos adquiriram nomes cabulosos, tipo Satanás, tipo Mefistófeles, porque se tornaram muito densos.

II

Se Lilith é uma frequência, qual é?

A resposta dele é sempre a mesma, em anos diferentes e em fontes diferentes: ódio. Na Sessão Instrutiva 119 avisa aos alunos que, se perceberem que o ódio chegou para eles trabalharem, já sabem o que está acontecendo, porque Lilith é igual a ódio. Na Sessão 109, Reconciliação em Rolândia, define Lilith pelo sinal de igual com o ódio e pelo oposto de Vênus. E na Sessão 73, A Imperatriz, explica a genealogia: “o ódio é filho de Lilith”, e ela “é o contrário da Mãe Divina é o avesso dela”.

É por isso que a epígrafe deste artigo está na folha 73 do S.E.R., a carta da Imperatriz. Ali ele escreve que a Imperatriz é a verdadeira representante do Amor, a vibração da Mãe Divina. Quando estamos a favor do Amor, ela vem em sua forma Vênus-Afrodite para nos orientar no Processo de Ascensão. E então:

“Por outro lado, quando corrompemos o amor, tudo se inverte e seu oposto se apresenta na forma de Lilith.”

Note a estrutura da frase. Lilith não é uma força independente que se soma ao amor ou compete com ele. É o que o amor vira quando é corrompido. A mesma energia, invertida. Na Sessão 73 ele diz que, no momento em que a força sexual primária é corrompida, Lilith tem poder; senão, não tem. E acrescenta uma observação que interessa diretamente ao vídeo: “ela se autointitula a Imperatriz”. Ela se apresenta com o título da Mãe Divina. Reivindica para si a força feminina, a soberania, o trono. É o disfarce próprio dela, e ele o descreve sem que ninguém lhe tivesse perguntado sobre vídeos de internet.

Há um relato dele que torna isso visível. Na Sessão Instrutiva 113, Resgate em Ayaser, ele conta que ela veio a ele e o vestiu, e descreve a cor dela: um rosa, só que sujo, misturado com terra. E explica por quê: dentro da Lilith tem um amor, “é um amor corrompido”, um amor que se transforma em ódio. Mas o amor está lá. “Você só precisa tirar a casca do ódio.” Na Sessão 124 a mesma imagem volta, um rosa entrelaçado de negro, com a razão: “Ela usa a energia do amor para corromper, por isso que fica negro”.

Relatos assim são dele, da experiência dele, e este artigo não pede que ninguém os aceite sem ver. Mas a doutrina que carregam é consistente com tudo o mais: rosa é a cor do amor, e o negro é o que a corrupção faz com ele.

III

Onde isso acontece? No corpo, com precisão anatômica.

O capítulo 10 de Uma Mensagem Cósmica, O Amor, trata da esfera infradimensional da energia sexual e diz que essa vibração tem dois aspectos, duas faces da mesma moeda: Lilith e Nahemah. No homem, Lilith está ligada ao testículo esquerdo, tem característica fria e, esotericamente, está associada a aspectos lunares. Nahemah está ligada ao testículo direito, é quente e solar. Na mulher a polaridade se inverte, atuando nos ovários.

Dali partem canais. O canal ligado a Lilith sai do testículo esquerdo, contorna a coxa por trás, dá uma volta no joelho, contorna a canela e o tornozelo e chega ao dedão do pé esquerdo. O de Nahemah faz o mesmo do lado direito. Um lado é o espelho do outro, e a forma como esses canais contornam as pernas, escreve ele, “se assemelha a uma cobra enroscada em um galho de árvore”. Quem já viu a serpente subindo pela coluna no artigo sobre o despertar da kundalini encontra aqui a serpente que desce.

E é exatamente essa a chave. No mesmo capítulo ele diz que, quando a energia sexual é ativada e acende pela coluna vertebral, produz um resultado extraordinário nos plexos superiores, iluminando o praticante. Quando desce abaixo do cóccix, ativa os plexos inferiores, gera precisamente a antítese do amor e faz conexão com as esferas de Lilith e Nahemah. A consequência é o fortalecimento do elemento denso e o aprisionamento da consciência. A mesma energia, dois sentidos. Para cima, Devi Kundalini. Para baixo, Lilith.

E aqui vem uma frase dele que desmonta qualquer moralismo fácil. Sobre essas esferas do submundo, ele escreve que elas “estão cheias de amor porém amor invertido”. O preconceito, diz, nos faz entender o amor como algo puro, inocente, casto e virtuoso, e o que não queremos enxergar é que o amor também cria a falta de pureza, a manipulação, a falsidade, a prostituição, os vícios e todas as formas de degeneração. Lilith não é a ausência de amor. É o amor de cabeça para baixo.

O capítulo 12, Cosmos, situa essas esferas no mapa maior: a nona esfera, o nível mais denso de todos, a dimensão dos abusos sexuais e de toda classe de infortúnio dessa ordem. Dentro dela estão as esferas de Lilith e Nahemah. E ele afirma que mantemos contato com essa esfera mesmo vivendo na dimensão física, porque toda conexão sexual nos conduz a ela. É por isso que a nona esfera é considerada o próprio sexo, e é ali que cabe o discernimento: no momento do contato, jogar a energia fora é deixar parte da própria essência vibrando nessa faixa e aprisionada nela.

IV

De onde ela veio? Ele conta a história, e a história explica a função.

A folha 53 do S.E.R., Castidade, descreve um tempo em que nunca se perdia a energia sexual e a concepção de uma criança era um evento puro, sem fornicação, porque o sexo era sagrado. Nas esferas da luxúria, escreve ele, existem duas especialistas no assunto degeneração sexual, Lilith e Naremah. E elas começaram a implantar uma ideia naquelas criaturas:

“deixem a energia sexual sair, assim poderão ter filhos quando quiserem”

Na mesma folha ele define o termo que essa ideia inaugurou: “fornicação é o ato de perder energia sexual”. E lança a pergunta que expõe o interesse por trás da ideia: para conceber uma criança basta um espermatozoide; por que então desperdiçar milhões ou bilhões? Isto deve interessar a algo ou alguém.

O capítulo 14 do livro, Ilusão, dá a essa cena a escala de um plano de curso planetário. Lilith e Nahemah foram convidadas, escreve ele, para gerenciar as questões sexuais quando essas entrassem em ação, o que ocorreu na Lemúria. Ele as chama de terríveis treinadoras e de duas senhoras do caos, com a força dos elementos densos da nona esfera, algo tão poderoso como o interior de um buraco negro. Os lemurianos, já convencidos pela semente da discórdia de que não eram mais divinos, abraçaram os ensinamentos delas, e veio a queda adâmica por meio do elemento denso chamado luxúria, a rainha de todas as baixas paixões sexuais.

Repare na palavra que ele escolhe: treinadoras. Na parte 05 do curso de Uma Mensagem Cósmica ele diz que esses elementos fazem parte do processo de aprendizado, que o trabalho de Nahemah é produzir degeneração sexual e que, quanto a Lilith, “o trabalho dela é produzir uma degeneração sexual” também. A perspectiva nossa diante das duas é não ceder às tentações que elas proporcionam. Não é preciso entrar em conflito: basta entender que existem e eliminar.

Em sessões antigas ele diz ainda que Lilith é anterior a Eva, que veio de uma Terra que existiu antes desta, e que antes de se tornar o que é foi uma mulher. E, no capítulo 9 do livro, ao mencionar a leitura do Gênese pelo alfabeto de Ben Sira, em que Lilith se junta aos anjos caídos ao se casar com Samael, ele mesmo avisa que essa é uma forma metafórica de ver as coisas e não precisa ser interpretada literalmente. A história importa menos que a função, e a função é uma só desde o começo: convencer.

V

Porque é assim que ela trabalha: convencendo, não obrigando.

Na Sessão Instrutiva 25 ele diz que ela trabalha a mente das pessoas muito bem e que vai convencer o mundo inteiro de que está tudo bem fazer daquele jeito. Na Sessão 121, O Cetro do Poder, repete com outras palavras: ela induz o ser humano a fazer as coisas que propõe, e o pessoal vai e acha que está tudo certo, porque eu sou livre, eu posso fazer o que eu quiser. E ele responde: o universo tem consequências, tudo tem consequência, lei de causa e efeito.

O que ela ganha com isso está dito sem metáfora na Sessão 73. Ela quer a energia primária, a energia sexual, porque não tem a dela. Por isso “ela se torna um elemento Vampiro”: os filhos de Lilith conectam na pessoa e ficam sugando, e vão motivando cada vez mais ódio, cada vez mais raiva, cada vez mais ira, porque querem se alimentar daquela energia. E nós, inconscientemente, damos.

Isso permite entender a frase mais importante deste artigo, dita na Sessão Instrutiva 102, A Transmutação:

“Eles não têm poder sobre nós, a não ser que você dê poder para eles. E como é que se dá poder para eles? Perdendo a energia sexual.”

Na Sessão 104, O Regresso, ele completa: essas forças que supostamente têm poder sobre nós não têm; só têm porque demos. Quando interagimos com Lilith, demos poder para ela. E arremata: “Nós precisamos ter essa clareza que nós somos senhor e senhora dos nossos universos”.

E há um aviso que serve para quem se acha fora disso. Na Sessão 109 ele diz que a primeira montanha, a fase de eliminar os elementos densos, é praticamente toda com ela, porque é onde usamos a energia sexual de maneira animal. E quando alguém diz que não fez nada disso nesta vida, ele lembra que a ficha corrida é grande: Lilith “não está interessada se você é bonzinho nessa vida”. Ela puxa a ficha, e o que se fez há mil anos, há cinco mil, na Atlântida, está valendo.

VI

Agora coloquemos o vídeo ao lado disso tudo.

O vídeo diz que Lilith é uma força que existe dentro de todos nós. Nisso ele concorda, a seu modo: a esfera dela está no corpo de cada um, num testículo, num ovário, num canal que desce pela perna. O que existe dentro de todos nós, porém, não é uma virtude adormecida. É uma frequência para a qual a energia sexual escorre quando não é transmutada.

O vídeo diz que essa força foi silenciada e precisa ser ativada. No ensinamento dele, essa força não está silenciada em ninguém. Na Sessão 73 ele afirma que neste momento ela domina o mundo, e domina mesmo. Ativar o que já governa não é libertação, é entrega. E ele descreve o que acontece quando alguém entra na frequência dela e permite que isso aconteça dentro de si: ela vem habitar a pessoa. É essa a técnica dela, diz ele, e não há outra.

O vídeo diz que Lilith é coragem, poder e soberania. Ele diz que ela se autointitula a Imperatriz. A força feminina real, aquela que de fato recupera voz e poder, tem outro nome no ensinamento dele: Mãe Divina, Devi Kundalini, Vênus-Afrodite quando estamos a favor do amor. Lilith é o que essa força vira quando o amor é corrompido. Chamar o avesso pelo nome do direito é exatamente o disfarce que ele descreveu.

O vídeo diz que, com a ativação, o poder retorna e o falso desmorona. Na Sessão 60, Saturno, ele diz o contrário sobre quem deixa a energia sexual sair: a pessoa fica fraca, sem potência para lidar com essas hierarquias, apagada. E na Sessão 121 conta como Lilith fala da humanidade que a segue: de forma pejorativa, xingando de tudo quanto é nome. Ela não respeita quem a ativa. Ela se alimenta.

E o vídeo pede que se comente um número para começar, e que se compareça a um encontro com data marcada. Não cabe a este artigo julgar intenções de ninguém. Cabe registrar o que ele ensina sobre a mecânica: a frequência de Lilith se ativa sozinha, toda vez que se perde energia sexual, sem precisar de comentário, código ou transmissão. O que não acontece sozinho, e é o único trabalho que ele conhece, é o inverso.

VII

Que inverso é esse? Ele ensina de dois modos, e os dois estão nas folhas do S.E.R.

O primeiro é o reconhecimento pela isca. Na folha 73 ele descreve a fase II do exercício da Imperatriz: usa-se uma virtude para atrair o elemento denso. Ao pronunciar o decreto Eu Sou Amor, “atrairemos elementos densos na vibração do ódio, ou seja, os(as) filhos(as) de Lilith”. Na Sessão 73 ele explica a lógica para os novatos: decrete o amor e imediatamente alguém dentro de você vai reclamar. Quem reclama é o ódio. A folha 77, A Indecisão, faz o mesmo com outra isca: ao decretar Eu Sou Castidade, vêm os filhos da luxúria, que podem ser classificados pelas esferas de Lilith e Nahemah, “aqueles que utilizam a energia sexual de forma invertida e a desperdiçam torpemente”. Quando o elemento se apresenta, marca-se com o triângulo, e marcado ele não escapa nem se esconde: basta um comando interno para localizá-lo.

Então vem a espada. A folha 77 usa a Excalibur; a folha 97, a Flamígera, e descreve os três pontos: o pescoço, atravessando a base do crânio; o coração; e o sexo. Depois a espada é levantada acima da cabeça do elemento e o corta ao meio, de cima para baixo, atravessando todos os chakras. Assim, escreve ele, conquistamos a eliminação instantânea e libertamos o elemental. Nas sessões 119 e 124 ele relata ter feito exatamente isso com Lilith, pescoço, coração, sexo, e o corte ao meio.

O segundo modo é a via alquímica, e é o que dá ao primeiro sua base. No capítulo 10 do livro ele diz que quem quiser ingressar nesse estudo precisa atender às demandas do eterno feminino em nós mesmos, começando pela limpeza dos canais vibracionais inferiores que conduzem às esferas de Lilith e Nahemah, e seguindo pela elevação da vibração das energias sexuais pela coluna, ativando Idá e Pingalá e formando, de acordo com os méritos do coração do praticante, o que os mestres chamam de kundalini, “a fonte do amor em nós mesmos”. E na parte 05 do curso ele diz de outro jeito: quando você começa um processo de transmutação alquímica sexual, você faz as pazes com Lilith, desperta a kundalini dentro de você e acaba com a fonte de águas negras.

Fazer as pazes. A expressão é dele, e não significa aliança. Significa que a energia que a alimentava passou a subir. O caminho da alquimia sexual, entre marido e mulher, está descrito no artigo sobre o despertar da kundalini e não cabe repetir aqui. Basta dizer que é o mesmo trabalho visto pelo outro lado: o que desperta a serpente que sobe é o que desnutre a serpente que desce.

VIII

Resta uma nuance, e ela é dele, não nossa.

Ele nunca trata Lilith como o mal absoluto. Na Sessão 25 diz que ela não é boa nem ruim, e que essas energias devem ser superadas e dominadas. Na Sessão 73 chama Vênus e Lilith de duas treinadoras muito boas, porque aqui se aprende dos dois lados, a luz e as trevas, e para subir é preciso descer. Na Sessão 113 diz que dentro dela há um amor. E na Sessão 52, Vênus, conta que foi conhecê-la nas dimensões superiores, onde o ser nunca cai, e que ali ela é uma mestra servindo: o bem dentro do mal e o mal dentro do bem, e assim o universo caminha, perna direita, perna esquerda.

Isso não é uma porta para a ativação. É o contrário: é a razão de não ter medo dela. Na Sessão 94, A Fragilidade, ele conta que sentiu medo diante dela e descobriu que o medo não era dele, era da Lilith que morava dentro dele e tinha medo de morrer. Quem entende que ela é serviço, casca e frequência não precisa nem adorá-la nem fugir. Precisa apenas não a alimentar, e cortar.

IX

Então, quem é Lilith?

Uma frequência, não uma pessoa. A frequência do ódio, que é o amor corrompido. Tem lugar no corpo, do lado esquerdo no homem, invertido na mulher, com um canal que desce como uma cobra num galho. Foi treinadora na Lemúria e implantou a ideia de que deixar a energia sexual sair não custa nada. Vive dessa energia, porque não tem a dela. Convence em vez de obrigar, e se apresenta como Imperatriz. Só tem poder quando lhe damos, e damos perdendo energia sexual. Reconhece-se pela isca do amor e da castidade, e se elimina com a espada e com a alquimia.

Lilith não se ativa.
Ela já está ativa em quem perde energia. O trabalho é o inverso.

E, como em todo o ensinamento, o convite não é para acreditar em nada disto. É para refutar. Decrete o amor por alguns dias e observe quem reclama por dentro. Quem aparecer, e com que cara, é a resposta que nenhum vídeo pode dar por você.

Artigo escrito a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni, compilado das folhas 53, 73, 77, 97 e 107 do S.E.R., dos capítulos 9, 10, 12 e 14 de Uma Mensagem Cósmica, das partes 04 e 05 do curso, e das sessões instrutivas 25, 52, 60, 73, 94, 102, 104, 109, 112, 113, 119, 121 e 124. Onde há aspas, as palavras são dele. As passagens de sessões antigas, cuja transcrição é imprecisa, foram parafraseadas sem aspas. A descrição do vídeo que motivou o texto é do editor. A organização, as passagens de ligação e as explicações são deste artigo, feitas para dar entendimento ao tema, sem alterar o que ele ensina.

Em poucas palavras

Perguntas frequentes

Quem é Lilith, segundo Gilberto Franzoni?

Uma das sete cabeças de legião da Conjuração dos Sete, junto com Nahemah, na frequência da luxúria. Na folha 107 do S.E.R. ele esclarece que essas entidades não são pessoas, e sim sintonias vibracionais. Nas sessões instrutivas ele a chama de demônio e a define pelo ódio: Lilith é o contrário da Mãe Divina, o avesso do amor.

Fonte: Folhas 97 e 107 do S.E.R.; Sessões Instrutivas 73, 112 e 124

Lilith é coragem, poder ou soberania feminina?

Não no ensinamento dele. A força feminina que ele reconhece dentro de cada um é a Mãe Divina, que na folha 73 vem como Vênus-Afrodite quando estamos a favor do amor. Lilith é o que aparece quando o amor é corrompido. Ela se apresenta como Imperatriz, mas o poder que tem vem de uma energia que não é dela.

Fonte: Folha 73 do S.E.R.; Sessão Instrutiva 73

O que Lilith faz?

Produz degeneração sexual, segundo a parte 05 do curso. No corpo, o capítulo 10 de Uma Mensagem Cósmica a liga ao testículo esquerdo no homem e aos ovários na mulher, com canais que descem pelas pernas. Quando a energia sexual desce em vez de subir, ela se conecta às esferas de Lilith e Nahemah, e o resultado é o ódio e o aprisionamento da consciência.

Fonte: Uma Mensagem Cósmica, capítulos 10 e 12; Curso, parte 05

Como Lilith se alimenta?

Da energia sexual que perdemos. Na Sessão Instrutiva 102 ele diz que esses elementos não têm poder sobre nós a não ser que a gente dê, e que se dá poder perdendo a energia sexual. Na Sessão 73 chama os filhos de Lilith de vampiros: conectam na pessoa e ficam sugando enquanto alimentam mais raiva.

Fonte: Sessões Instrutivas 73, 102 e 104; Folha 107 do S.E.R.

Existe ativação de Lilith?

No ensinamento dele, entrar na frequência de Lilith é o que acontece quando se corrompe a energia sexual, e o que ele ensina é o caminho contrário: reconhecer e eliminar. Quem desperta a força dentro de nós é a Mãe Divina, pela alquimia sexual, como está no artigo sobre o despertar da kundalini.

Fonte: Sessão Instrutiva 73; Folha 68 do S.E.R.; Uma Mensagem Cósmica, capítulo 10

Como se elimina Lilith?

Nas folhas 73 e 77 do S.E.R., com o decreto de uma virtude como isca: Eu Sou Amor atrai os filhos de Lilith na vibração do ódio, Eu Sou Castidade atrai os da degeneração sexual; marcados com o triângulo, são eliminados com a espada. E, pela via alquímica, limpando os canais inferiores e elevando a energia sexual pela coluna, o que forma a kundalini.

Fonte: Folhas 73, 77 e 97 do S.E.R.; Uma Mensagem Cósmica, capítulo 10; Curso, parte 05

Comentários

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