Artigo · a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni
O Despertar do Kundalini
O Processo de Ascensão corresponde, precisamente, em despertar o Poder Kundalini dentro de nós mesmos.Gilberto Franzoni
17 min de leitura
Quem digita como despertar a kundalini num buscador recebe, em poucos segundos, uma coleção de respostas rápidas. Uma respiração especial. Um áudio com frequência certa. Um curso de fim de semana. E, cada vez mais, uma sessão em que alguém coloca a mão nas suas costas e promete fazer por você.
Gilberto Franzoni responde a mesma pergunta de outro jeito, e a resposta dele cabe numa frase antes de caber num artigo: a kundalini desperta pela alquimia sexual entre marido e mulher, com a morte do ego, ao longo de anos. Não existe outra via, e ninguém faz isso por ninguém. Este artigo desdobra essa frase: o que é essa energia, qual é a condição, por que praticar não basta, o que acontece quando ela enfim se move, quanto tempo leva e por que o que se vende por aí não é despertar.
I
Comecemos pelo que ela é, porque sem isso a pergunta como não tem objeto.
Na folha 45 do S.E.R., sobre a Ascensão, ele define o processo inteiro a partir dela. Ascender não é outra coisa senão isto: despertar essa força dentro de nós. E ele diz o que a força é:
“Este poder corresponde ao fogo do fogo, ou seja, a essência da eletricidade que corre por nossa coluna.”
É um fogo, e não em sentido poético. Muitos povos, ao longo da história, representaram esse fogo como uma serpente ascendendo pela coluna vertebral, e é por isso que a imagem da serpente aparece em tantas tradições que nunca se encontraram. Ela dorme na base, no chakra básico, lá embaixo no osso do cóccix. No Oriente recebeu o nome de kundalini; no Ocidente, lembra ele na live sobre o Matrimônio Sagrado, o mesmo fogo foi chamado de Espírito Santo. São duas línguas para a mesma coisa.
Mas essa energia não é uma força impessoal, como a eletricidade de uma tomada. Ele a trata como um aspecto do nosso próprio Ser, e dá a ela um nome de mãe: Devi Kundalini, a nossa Mãe Divina particular, a mesma que no Egito foi representada por Ísis, como está na folha 74, O Imperador. E, na folha 68, sobre o Corpo Causal Solar, ele escreve em uma linha a condição que o resto deste artigo vai explicar:
“Nossa Mãe Divina, Devi Kundalini desperta em nós quando praticamos Alquimia Sexual.”
Quem quiser o mapa dos centros por onde ela passa encontra no artigo sobre os sete chakras. Aqui o assunto é outro: não onde ela sobe, e sim o que a faz subir.
II
Vamos então à condição, que é a parte que ninguém quer ouvir e que ele nunca deixa de dizer.
A kundalini desperta pela lei da polaridade. Masculino e feminino, os dois juntos. Na Sessão Instrutiva 87, O Despertar da Consciência em Curitiba, ele diz que o homem sozinho não faz nada, a mulher sozinha também não faz; os dois juntos são capazes. E não se trata de qualquer par: a folha 53, sobre a Castidade, diz que a castidade é o fruto do amor alquímico entre homem e mulher legitimamente casados, e a folha 90, A Temperança, esclarece o termo entre parênteses, legitimamente, legalmente. É um trabalho muito sério, escreve ele ali, cheio de perigos por dentro e por fora.
Isso não é detalhe de rodapé. Quando alguém lhe contou que tinha descoberto como ascensionar sozinho, episódio que ele relata na Sessão Instrutiva 44, Virtudes, ele não tratou o assunto como uma opinião diferente. Na Sessão Instrutiva 120, Resgate em São Roque, foi direto: não existe essa conversa de ir sozinho, e aqueles que se afastaram da mulher, ou as mulheres que se afastaram dos homens, estão fora do jogo.
E quem está só? Quem ainda não encontrou o par, ou o perdeu? A pergunta apareceu na Sessão Instrutiva 117, Mãe Divina em Rolândia, e a resposta é das mais honestas que ele dá:
“Bom, aí você avança mais devagar nas suas iniciações menores, mas nunca chega nas maiores.”
Não se trata de desprezo pelo solteiro, e ele cuida de dizer o que essa pessoa faz enquanto isso. Primeiro, não perder energia — não perdendo, diz ele na live Vivendo a Mensagem Cósmica, a pessoa nem sobe nem desce, e isso já é uma grande coisa. Segundo, o pranayama, a respiração alternada pelas narinas, que ele chama na Sessão Instrutiva 45, Ascensão, de transmutação de solteiro. Terceiro, pedir: na terceira parte da palestra Jejum Consciente e o Processo de Ascensão ele lembra a quem está solteiro ou separado que é para pedir, porque a porta se abre para quem bate, e o par para trabalhar vem. E há um aviso no sentido contrário, para quem pensa que o caminho é fugir do sexo: na mesma folha da castidade ele chama de grande equívoco negar o sexo, e diz que o celibato causa problemas.
III
Se a condição é o casal, a pergunta seguinte é natural: o que o casal faz?
Ele descreve sem rodeio e sem excesso. Na folha 53, marido e mulher têm o direito de desfrutar das delícias do sexo, desde que se retirem do ato antes do orgasmo, evitando o espasmo e a perda da energia sexual. A substância que ele chama de Ens Seminis não deve sair do corpo por nenhum motivo, e o ensinamento vale igualmente para a mulher com a sua energia. O resultado, ele escreve assim:
“Desta forma, o ato sexual se torna uma Alquimia Interior e o Poder Kundalini sobe triunfante pela coluna vertebral.”
Em Uma Mensagem Cósmica, o capítulo 15, Hipótese da Suprassexualidade, completa o quadro com o tom certo: tudo com naturalidade, com prazer, com muito carinho, felizes por estarem juntos, até a proximidade do orgasmo, e ali os dois se desconectam. Não é uma técnica fria. E ele não esconde que é um aprendizado: se o casal conseguiu uma semana, dobra a força de vontade para um mês, e depois mais, até não perder mais nada.
Há um ponto que costuma surpreender quem imagina que alquimia é repressão. A luxúria, na linguagem dele, não é o inimigo a renunciar:
“Precisamos transmutar a Luxúria! Todo trabalho alquímico começa e termina com a Luxúria.”
Junto do ato vêm as ferramentas que ele ensina na folha 47, O Cetro do Poder. O mantra S, que imita o som do fogo e faz vibrar o chakra da base. O IAO, nome sagrado da Mãe Divina, muito importante durante a transmutação: o I concentrado na base da coluna, o A fazendo a energia subir até a cabeça, o O fazendo-a descer até o coração. E o pedido, feito corpo por corpo, com as palavras que ele deixa escritas na folha 45: “DEVI KUNDALINI, DESPERTE EM MIM A SERPENTE DE FOGO DO CORPO FÍSICO”, e assim por diante, corpo a corpo.
O restante do detalhe ele guarda para o capítulo do livro e para o trabalho com os casais. Este artigo fica no mesmo limite.
IV
Agora a parte que desmonta a ideia de técnica: um casal pode praticar tudo isso e a energia não subir.
Porque a kundalini não sobe por um cano vazio. Ela sobe por um canal dentro da coluna, e esse canal pode estar entupido. Na live O Despertar da Consciência, ele descreve o que acontece: mesmo que a pessoa pratique a alquimia e não perca energia, a energia pode bater num entupimento e não passar. E o entupimento tem nome — orgulho, inveja, raiva, egoísmo. Quando o bloqueio desaparece, a energia continua subindo. Dentro de cada vértebra há provas, e para cada vértebra há um defeito específico a vencer.
Ele conta a cena por dentro na Sessão Instrutiva 109, Reconciliação em Rolândia: a energia está pronta para subir uma vértebra, e o Íntimo é consultado. Pode subir? E o Íntimo responde que ali tem um entupimento. O que está entupindo é o ego. Então a energia fica batendo ali e não passa. E na quarta parte do curso de Uma Mensagem Cósmica completa: é o Íntimo quem vai permitindo a subida, vértebra por vértebra, de acordo com o merecimento.
É por isso que a alquimia sozinha nunca foi o método. Ela é um dos três fatores, e os outros dois não são opcionais: a morte do ego, que abre o canal, e o sacrifício pela humanidade, que é ensinar ao semelhante de graça. O artigo sobre o processo de ascensão desdobra os três; aqui basta a consequência. Quem transmuta e não morre em si mesmo acumula energia diante de uma porta fechada. E a folha 107, O Raio Branco, dá a medida: quando a kundalini chega ao quinto chakra, corresponde à eliminação de 51% dos egos. Os elementos densos não são outro assunto. São o mesmo assunto visto do outro lado.
V
E as práticas que se fazem sem o casal? Não servem para nada? Servem, e ele diz exatamente para quê.
Mantras, pedidos à Mãe Divina, pranayama: tudo isso faz subir algo pela coluna. Ele chama de fagulhinhas: na Sessão Instrutiva 87 diz que sobem algumas fagulhinhas, mas ainda não é o despertar. Na Sessão Instrutiva 117 compara a diferença com uma imagem que não deixa dúvida:
“Mas seria mais ou menos como a chama de uma vela perto da luz do sol.”
Na folha 71, O Mago, a distinção vem escrita com a precisão de quem sabe que vai ser mal lido:
“Ressaltamos que o Poder Kundalini desperta de forma definitiva com a prática da Alquimia Sexual”
E, logo depois, o que as outras práticas fazem: “podemos por meio de mantras, meditação com Ayahuasca e intensa canalização ativá-lo temporariamente para produzirmos as eliminações dos elementos densos necessárias nesta fase de aprendizado”. Ativar temporariamente para limpar. Não é pouco. Mas não é o despertar.
O chá ele descreve como energia emprestada. Na Sessão Instrutiva 119, Perdão, Renúncia e Revogação no AYASER, explica que ele ajuda a subir, e que quando o efeito passa quem tem trabalho firme por trás não cai tanto. Só que não se vive de empréstimo. Na Sessão Instrutiva 104, O Regresso, ele diz o que falta a quem depende disso:
“Eu preciso da minha própria fonte, a minha própria pedra cúbica, minha própria pedra filosofal.”
O mesmo vale para o jejum. Jejum e chá, ele diz na live sobre o Conhecimento do Antigo Egito, se somam aos três fatores como instrumentos fantásticos. Somam. Não substituem.
VI
Chegamos ao comércio, que é o motivo pelo qual este artigo existe.
Há pessoas vendendo o despertar. Algumas cobram para colocar a mão nas costas do outro; outras vendem iniciação à distância, pela internet. Ele não trata isso como diferença de escola. Na Sessão Instrutiva 111, Auto-observação em Curitiba, conta, sem dar nome, o que ficou sabendo:
“Inclusive eu fiquei sabendo que tem uma determinada pessoa lá que cobra 2 mil reais por sessão para passar a mão nas costas de alguém lá para despertar a Kundalini. Não desperta.”
Na Sessão Instrutiva 81, O Eremita, chama a iniciação à distância de a coisa mais absurda possível: isso não é real, e as iniciações internas são muito demoradas, um caminho longo. E na Sessão Instrutiva 79, O Triunfo, faz uma distinção que vale guardar, porque evita o erro contrário de desconfiar de todo trabalho em grupo. Quando se reúnem para fazer os exercícios, ele não está fazendo por ninguém. Estão fazendo juntos. E fazer junto é permitido. O que não existe é alguém fazer por você.
Permita-me aqui um testemunho, que não é ensinamento e não substitui nenhum. Gravei recentemente um vídeo sobre essa epidemia de venda de despertar, e contei ali a minha própria história, porque ela ilustra o que ele ensina. Comecei o trabalho sobre mim mesmo com a minha esposa, e desde o início praticamos a alquimia sexual. Rompi o véu com três anos de trabalho. Não houve atalho, não houve mão nas costas, e não houve nada de fácil.
Mas é preciso dizer o que isso significa, porque a expressão engana quem chega agora. Romper o véu, na linguagem dele, é o começo, e não o fim. Que é o assunto do próximo movimento.
VII
O que acontece, então, quando a kundalini enfim se move?
Ela está enroscada na base, atrás de uma espécie de membrana, e para passar precisa de autorização. Quando o Íntimo libera, ela rompe esse véu. Na Sessão Instrutiva 53, Castidade, ele conta que isso dá uma dorzinha, suportável, e que às vezes dói mais, dependendo do caso. E, na Sessão Instrutiva 121, O Cetro do Poder, dá o nome certo ao que aconteceu:
“Então o primeiro chakra abre, primeira iniciação.”
Primeira. Logo depois de romper, avisa ele na Sessão Instrutiva 107, O Raio Branco, vão aparecer os impedimentos para a energia subir, e os impedimentos são o ego. Daí para frente é vértebra por vértebra, de acordo com os méritos do coração. E, na Sessão Instrutiva 101, A Ressurreição, ele dá a essa subida um sentido que muda o modo de olhar o próprio corpo:
“Primeira vértebra, primeiro ano, segunda vértebra, segundo ano, terceira vértebra, terceiro ano. Chegou aqui em cima, 33 vértebras, 33 anos.”
São os anos do Cristo interno, que vai ganhando idade conforme o fogo sobe. Por isso as 33 vértebras e os 33 graus.
Ele descreve a subida de dois modos, e convém conhecer os dois. No primeiro, que ele usa na Sessão Instrutiva 103, As Leis Herméticas em Curitiba, chakra por chakra: o primeiro na base, o segundo abaixo do umbigo, o terceiro no plexo solar, o quarto no coração, o quinto na garganta. Quando sobe para a garganta, quinta iniciação, e ali se torna mestre. No segundo, a serpente sobe por cada corpo, um de cada vez — físico, vital, astral, mental e causal —, e a folha 88, A Imortalidade, diz que o fogo “precisa subir vitoriosa pela coluna vertebral de cada corpo, assim nos iluminamos”. Ele usa as duas imagens, em lugares diferentes, sem transformá-las em teoria. Este artigo não vai fazer isso por ele.
Em ambas, a energia não para no alto. Como ele diz na Sessão Instrutiva 120, ela precisa subir pela coluna, contornar a cabeça e descer ao coração. O desenho que se forma é o que os egípcios esculpiram na mão das suas figuras: o cajado do mestre. E, para atravessar a garganta, há uma condição que ele coloca na Sessão Instrutiva 107: só passa quem é humilde.
A folha 107 descreve o que se recebe nessa altura: o nome interno, o manto branco da castidade, o cajado do mestre, a espada flamígera, o direito ao Nirvana. E dá a razão do manto, que resume tudo o que veio antes: “pois somente os castos alcançam a mestria”. Mesmo assim, é a primeira montanha. Existem outras duas, e o artigo sobre a ascensão fala delas.
VIII
Quanto tempo leva? Aqui é preciso cuidado com os números, inclusive com os meus.
No vídeo, falei em cinco anos para despertar a kundalini com um trabalho firme. Os cinco anos existem no ensinamento dele, mas medem outra coisa. Na Sessão Instrutiva 124, A Espada Flamígera, uma das mais recentes, ele conta o que tem observado:
“O que eu tenho observado é que os casais que estão trabalhando bem certinho estão subindo um chakra por ano.”
Um chakra por ano, cinco chakras: em cinco anos o casal chega à mestria. E ele chama isso de recorde. No antigo Egito, diz na Sessão Instrutiva 122, Os Elementais da Natureza, levava sete, oito anos; e lá, lembra na Sessão Instrutiva 79, os iniciados só faziam isso da vida. Jesus fez em oito. Cinco anos é o tempo excepcional de quem trabalha muito bem para chegar ao quinto chakra, e não o prazo para o despertar começar.
O tempo que ele considera normal é outro, e ele o repete em sessões de anos diferentes: dez, doze, quinze anos na Sessão Instrutiva 102, A Transmutação; vinte anos ainda razoável na Sessão Instrutiva 91; e, na 79, dez anos como um bom número para quem precisa trabalhar e pagar boleto. Na Sessão Instrutiva 89, O Despertar da Consciência em Rolândia, ele diz isso de um modo que só parece contraditório para quem ainda procura atalho: “10 anos, 15 anos, 20 anos. É rápida.”
IX
E como saber se está acontecendo?
Ele fala pouco de sensações, e o pouco que diz é sóbrio. Um calor subindo pela coluna durante a prática, até a cabeça e depois ao coração, como descreve o capítulo 15 do livro. Uma dorzinha na base da coluna, que um casal lhe relatou e que ele recebeu, na Sessão Instrutiva 90, A Temperança, com um “está acordando”. Quando o quarto chakra abre, conta na Sessão Instrutiva 121, uma sensibilidade que faz chorar, um amor que não passa, e é preciso meditar no coração até estabilizar. E, na mesma Sessão Instrutiva 90, conta que não fica olhando os alunos para saber quem despertou: é a Mãe Divina quem lhe mostra.
Mas o critério que ele mais repete não é sensação nenhuma. É conduta, e na live sobre Autorrealização ele o põe em três perguntas. Estou morrendo em mim mesmo? Não estou perdendo a minha energia sexual? Estou informando o meu semelhante, de forma gratuita e desinteressada? Cumpriu as três, está no caminho. Perguntado, na live Os Cinco Aspectos da Mãe Divina, sobre como saber se a energia está subindo pelas vértebras, a resposta dele não descreveu nenhum sinal: falou da eliminação de defeitos e de canalizar corretamente a energia sexual.
Há ainda um sinal de alerta, e é o mais útil de todos. O despertar não torna ninguém especial. Na Sessão Instrutiva 93, A Paixão, ele conta que o próprio mestre o corrigiu nesse ponto. Na Sessão Instrutiva 99, Morte e Ressurreição em Rolândia, diz aos alunos que não há nada de especial nele: se cortar, sangra igual. E acrescenta: “é muito importante não colocar uma pessoa que tem algum grau de ascensão num pedestal”. Daí uma régua, que é conclusão deste artigo e não fala dele: a promessa de despertar que deixa alguém se sentindo escolhido está alimentando justamente o que precisa morrer.
X
Resta o que fazer com tudo isso.
A resposta à pergunta do título é menos vendável do que as que aparecem nos buscadores, e muito mais antiga. A kundalini desperta no casal, pela alquimia sexual, com a morte do ego e o serviço ao semelhante, vértebra por vértebra, ao longo de anos. As práticas de quem está só preparam e limpam, e isso tem valor. O chá e o jejum ajudam, e não substituem. E quem cobra para fazer por você não está vendendo despertar, porque despertar não é coisa que se entregue.
O conhecimento em si, esse ele entrega. Na oitava parte do curso de Uma Mensagem Cósmica deixa dito que as informações “estão à disposição de vocês de graça e pela graça”, e na Sessão Instrutiva 79 acrescenta que “esse conhecimento é livre eu não tenho posse sobre ele”. É por isso que este site existe, e é por isso que nada aqui é cobrado.
Ninguém desperta a kundalini de outro.
Fazer junto é permitido. Fazer por você, não.
E, como em todo o ensinamento, o convite não é para acreditar. É para refutar. Leve isto para a prática, observe, e confira por dentro. O fogo que sobe, ou não sobe, não aceita argumento.
Artigo escrito a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni, compilado das folhas 45, 47, 53, 68, 71, 74, 88, 90 e 107 do S.E.R., do capítulo 15 de Uma Mensagem Cósmica, das partes 04 e 08 do curso, da palestra sobre o jejum consciente, das sessões instrutivas 44, 45, 53, 79, 81, 87, 89, 90, 91, 93, 99, 101, 102, 103, 104, 107, 109, 111, 116, 117, 119, 120, 121, 122 e 124, e das lives sobre autorrealização, os aspectos da Mãe Divina, o despertar da consciência, o Antigo Egito, a vivência da mensagem cósmica, a ayahuasca e o matrimônio sagrado. Onde há aspas, as palavras são dele. O testemunho do sexto movimento é do editor e não é ensinamento. A organização, as passagens de ligação e as explicações são deste artigo, feitas para dar entendimento ao tema, sem alterar o que ele ensina.
Em poucas palavras
Perguntas frequentes
O que é a kundalini, segundo Gilberto Franzoni?
É o fogo que corre pela coluna, a essência da eletricidade do corpo, representado por muitos povos como uma serpente de fogo. Ela dorme na base da coluna. Ele a trata como a nossa Mãe Divina particular, Devi Kundalini, e lembra que no Ocidente o mesmo fogo foi chamado de Espírito Santo.
Fonte: Folhas 45 e 68 do S.E.R.; live Matrimônio Sagrado
Como se desperta a kundalini?
Pela alquimia sexual entre marido e mulher legitimamente casados, que não perdem a energia sexual, junto com a morte do ego e o sacrifício pela humanidade. Na folha 71 ele escreve que o Poder Kundalini desperta de forma definitiva com a prática da Alquimia Sexual.
Fonte: Folhas 53 e 71 do S.E.R.; Sessão Instrutiva 87
Dá para despertar a kundalini sozinho?
Não. O homem sozinho não faz nada e a mulher sozinha também não; os dois juntos são capazes. Quem está só não perde energia, pratica o pranayama e avança nas iniciações menores, mas não chega às maiores.
Fonte: Sessões Instrutivas 45, 87 e 117
Alguém pode despertar a minha kundalini com a mão ou à distância?
Não. Ele conta de alguém que cobrava 2 mil reais por sessão para passar a mão nas costas das pessoas e afirma que não desperta. Chama a iniciação à distância de a coisa mais absurda possível. Fazer os exercícios junto é permitido; alguém fazer por você não existe.
Fonte: Sessões Instrutivas 79, 81 e 111
Pranayama, mantras, ayahuasca ou jejum despertam a kundalini?
Não de forma definitiva. Mantras e pranayama fazem subir fagulhas, que ainda não são o despertar. Mantras e a ayahuasca podem ativá-la temporariamente para eliminar elementos densos, e o chá é energia emprestada. Jejum e chá somam aos três fatores, mas não substituem a alquimia sexual.
Fonte: Folha 71 do S.E.R.; Sessões Instrutivas 87, 117 e 119
O que é romper o véu da kundalini?
É quando a energia sai da base da coluna e abre o primeiro chakra, que é a primeira iniciação. É o começo, não o fim: depois ela sobe vértebra por vértebra, e cada impedimento no caminho é ego a eliminar.
Fonte: Sessões Instrutivas 53, 107 e 121
Quanto tempo leva o despertar da kundalini?
Nas sessões mais recentes ele observa casais subindo um chakra por ano e chegando à mestria, no quinto chakra, em cinco anos, o que chama de recorde. O tempo que considera normal é de dez a quinze anos, com vinte ainda razoável.
Fonte: Sessões Instrutivas 91, 102, 120 e 124
Como saber se a kundalini está subindo?
Ele fala pouco de sensações, como um calor subindo pela coluna ou uma dor pequena na base. O critério que mais repete é a conduta: estar morrendo em si mesmo, não perder a energia sexual e ensinar o semelhante de forma gratuita.
Fonte: Uma Mensagem Cósmica, capítulo 15; Sessão Instrutiva 90; live Autorrealização
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