Artigo · a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni
A Conjuração
Eles não têm poder sobre nós, a não ser que você dê poder para eles.Gilberto Franzoni
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Existe um momento, na vida de todo aquele que resolve trabalhar sobre si mesmo, em que as coisas pioram. Não é uma impressão. Não é coincidência. O praticante começa a preservar suas energias, começa a se auto-observar com alguma seriedade, começa a renunciar àquilo que sempre alimentou, e então o mundo à sua volta parece se organizar contra ele. Vêm os sonhos estranhos. Vêm as imagens. Vêm as oportunidades convenientemente colocadas no caminho. Vêm as brigas que não faziam sentido. O corpo amanhece pesado, moído, como se tivesse trabalhado a noite inteira — e de fato trabalhou.
Muitos desistem exatamente aqui, e desistem por um motivo simples: interpretam a reação como sinal de que estavam errados. Concluem que aquilo não era para eles, que talvez não tenham vocação, que o caminho é para outros. Caro leitor, é precisamente o contrário. A reação é o termômetro. Quando mexemos numa coisa que não vale a pena, nada acontece. Quando mexemos numa coisa que vale, a coisa reage. Quem reage, reage porque perde algo.
Este artigo trata do que fazer nesse período. Trata de uma tecnologia antiga, conservada por séculos, que os buscadores de todas as épocas utilizaram para atravessar exatamente essa faixa do caminho: a conjuração.
I
Antes de qualquer coisa, é necessário compreender por que existe reação. E aqui precisamos falar de energia, não de moral.
Aquilo que chamamos de entidades das trevas — e poderíamos chamar de elementos densos, de egos, de agregados psíquicos, o nome importa pouco — se alimenta de um tipo muito específico de energia: a energia sexual perdida. Não a energia sexual em si, que é a energia da criação e é sagrada, mas aquilo que se dispersa quando ela é desperdiçada. Chamamos isso de quinto essencial da energia sexual. É o alimento principal dessas estruturas.
Ora, no momento em que um homem e uma mulher deixam de desperdiçar e passam a transmutar pela Alquimia Sexual, essas estruturas perdem a fonte. E não perdem em silêncio. Elas passam a gerar motivação para a queda, e o farão pelos meios que estiverem à mão: um pensamento, uma imagem, uma lembrança oportuna, uma tela, um encontro. Não há maldade nisso, no sentido em que a palavra é usada comumente. Há fome. É o jeito delas, como é o jeito do fogo queimar.
Compreendido isso, compreende-se a conjuração. Ela é o cerco que se estabelece enquanto o trabalho interior ainda não está firme. É o muro provisório que se levanta enquanto a casa está sendo construída por dentro.
II
A conjuração não caminha sozinha. Ela é a segunda de três defesas que se completam, e que apresentamos juntas porque juntas foram sempre praticadas.
A primeira é a Cristalização do Pentagrama: a Estrela Flamígera, ou Estrela Macrocósmica, e a Estrela Microcósmica, feitas com o próprio corpo e fechadas com o Sinal da Cruz — o exercício que estabelece a posição do praticante entre o alto e o baixo. A segunda são as Conjurações propriamente ditas — a dos Quatro, a dos Sete e a Invocação do Sábio Salomão. A terceira é a Lei da Renúncia, que fecha a mesma folha e serve para eliminar definitivamente aquilo que se observou.
Recomendamos as três, todos os dias. E recomendamos especialmente antes de dormir, por uma razão prática: no plano físico estamos em auto-observação, ainda que precária; no plano astral, não estamos. É durante o sono que o descuido cobra seu preço.
III
A conjuração se faz com uma espada metálica, ou com objeto similar — punhal, faca. Uma faca de cozinha serve, desde que tenha ponta. Não há aqui nenhum fetiche pelo objeto: o metal está ali porque conduz.
A conjuração é condução de energia. Do nosso ser, do nosso corpo, a energia é conduzida até a ponta da lâmina. E quando o verso diz que fere, ele fere de fato. Não é figura de linguagem. O praticante está conduzindo a sua própria energia, ela passa pelo metal, e atinge aquele elemento.
Daí decorrem duas recomendações. A primeira: reserve o objeto. Uma espada que só é desembainhada para a conjuração, e que volta à bainha em seguida, vai se magnetizando com o tempo — os átomos daquele metal passam a saber para que servem. A segunda, e mais importante: saiba onde ferir.
Cada elemento denso possui um ponto fraco, que chamamos de Ponto de Aglutinação: o ponto exato de criação daquele elemento no tempo e no espaço — o lugar onde ele nasceu, o instante em que ele surgiu, a cena que lhe deu origem. Durante o verso, é esse ponto que deve ser visualizado, e é nele que a lâmina deve ir. Sem isso, a conjuração ainda protege — mas não elimina.
E é aqui que precisamos desfazer um mal-entendido que atravessa gerações de praticantes. A conjuração não é apenas defesa. Num processo de iniciação ela é fundamental, porque é uma das formas de eliminação de defeitos. Quem a pratica apenas como escudo está usando metade da ferramenta.
Quanto à direção: a lâmina aponta. Se a conjuração é feita no quarto, fica-se de frente para a porta aberta, com a espada na mão direita, em posição de defesa, apontada para o umbral. Se a intenção é proteger a casa inteira, faça-a na sala, apontando para a frente da casa. E a intenção pode se estender a quem se quiser — ao cônjuge, aos filhos, ao animal de estimação, a alguém que esteja longe, aos bens materiais. A proteção alcança tanto as questões espirituais quanto as materiais.
Acrescentamos ainda que, na falta do objeto, a conjuração pode ser feita mentalmente, com a espada interna. Funciona. O metal é condutor, não é a fonte. A fonte é o praticante.
IV
Passemos ao verso. E aqui pedimos atenção redobrada, porque a estrutura do texto é o seu ensinamento.
Cada linha da Conjuração dos Sete nomeia três coisas: um anjo planetário, um nome divino e uma entidade. Os dois primeiros são a força que se invoca; o terceiro é aquilo que deve se afastar. E a escolha nunca é arbitrária — o anjo é sempre o oposto exato do defeito.
Em nome de Michael, que Jehová te mande e te afaste daqui, Chavajoth!
Em nome de Gabriel, que Adonai te mande e te afaste daqui, Bael!
Em nome de Raphael, desaparece ante Elial, Samgabiel!
Por Samael Sabaoth e em nome do Elohim Gibor, afasta-te, Andrameleck!
Por Zachariel e Sachel-Meleck, obedece ante Elvah, Sanagabril!
No nome divino e humano de Shadai e pelo sinal do Pentagrama que tenho na mão direita, em nome do Anjo Anael, pelo poder de Adão e de Eva, que são Jot-Chavah, retira-te Lilith! Deixa-nos em paz, Naheman!
Pelos Santos Elohim e em nome dos gênios Cashiel, Shaltiel, Aphiel e Zarahiel, ao mandato de Orifiel, retira-te Moloch! Nós não te daremos nossos filhos para que os devores.
Amém! Amém! Amém!
Michael é o Sol, é o Cristo íntimo, e conjura o Anticristo. Raphael é a cura, e conjura aquilo que adoece. Samael é Marte, é a força, e conjura a preguiça. Anael é Vênus, é o amor, e conjura a degeneração do amor. Orifiel é Saturno, o senhor do tempo, e conjura aquele que devora.
Mas o ponto decisivo é outro, e sem ele nada disso funciona: estes anjos e estes demônios estão dentro de nós. Não se trata de invocar potências externas para combater inimigos externos. Samael está em nós, no chakra básico. Michael está em nós. E porque estão em nós é que podem conjurar. Quem não compreende isso reduz a conjuração a uma reza, e uma reza não fere ninguém.
V
Quem são, então, os sete? São os sete pecados capitais, que não são invenção da doutrina cristã: vêm do Egito, onde o conjunto era chamado de Seth, o irmão de Osíris, aquele que Horus precisa enfrentar quando retorna ao mundo — os demônios vermelhos de Seth. São sete cabeças de legião. Cada um comanda milhares.
Chavajoth — o orgulho. É o mais alto da lista e o oposto exato de Michael: se Michael é o Cristo, Chavajoth é o Anticristo, aquele que tenta Jesus no deserto. O orgulho é pétreo: é uma pedra, e não muda por nada, porque acredita já saber tudo. Diz-se que o demônio é esperto, mas ele não é esperto por ser inteligente: é esperto por ser velho. Tem muitas experiências da densidade. Enfrentá-lo é como jogar xadrez contra um computador carregado com todas as nossas próprias jogadas — quem ele está vencendo é a nós mesmos. Reconhece-se o orgulho pela posse: meu trabalho, minha religião, minha verdade. Toda vez que tomamos posse de algo, damos com a cara na parede. É o treino dele.
Bael — a ira. Nos mundos superiores chama-se Baal; na conjuração ficou Bael. É conhecido também como o Minotauro, corpo de gente e cabeça de touro, e o chifre é o diagnóstico: deixou o animal subir à cabeça. Sua ira, porém, é bem específica — é revolta contra a própria energia da criação. Ele se revolta contra o sexo, e daí nasce toda discórdia e toda separação. Por isso a ira é o contrário do amor, e por isso é o amor, e não a força, que a elimina.
Samgabiel — a cobiça. É conjurado por Raphael, o anjo da cura, e a associação não é gratuita: a cobiça adoece. Já estava nos ensinamentos de Moisés — não cobiçarás a mulher do teu próximo
—, e continua exatamente onde sempre esteve, com os radares ligados. Aqui cabe uma advertência que vale para todos os sete: não se confunde a pessoa com o elemento denso. Não é o sujeito que cobiça — é a cobiça que domina a cabeça daquele sujeito.
Andrameleck — a preguiça. Conjurado por Samael, que é Marte, que é a força, porque preguiça se vence com força e de nenhum outro modo. É ele quem faz com que o povo não se mexa. É o mais silencioso dos sete, porque não produz cena, não produz drama, não produz remorso — apenas adia.
Sanagabril — a inveja. Conjurado por Zachariel, que é Júpiter, o pai dos deuses, a abundância: o oposto exato de quem quer o que é do outro. A inveja é o defeito que ninguém admite ter, tanto que inventaram uma tal de inveja branca — mas não importa se ela é branca, verde ou amarela. E é a mais difícil de observar, porque não se anuncia. A raiva vem de frente, com os dois pés no peito. O orgulho se mostra, parece um pavão. A luxúria também quer aparecer. A inveja não: a inveja fica quietinha.
Lilith e Nahemah — a luxúria. São duas, e são a única linha do verso com duas entidades, porque são os dois aspectos da degeneração sexual. Lilith é anterior a Eva, pois antes desta Terra existiu outra Terra. No homem, Lilith liga-se ao testículo esquerdo, de característica fria e lunar; Nahemah ao direito, quente e solar. Na mulher a polaridade se inverte, atuando nos ovários. Seus canais descem pelas pernas, contornam o joelho e o tornozelo e chegam ao dedão do pé, à maneira de uma serpente enroscada num galho. A energia que sobe pela coluna ilumina; a que desce abaixo do cóccix vai ter com elas. Lilith é também o ódio — e aqui está a ponte com Vênus, pois dentro de Lilith existe um amor, um amor corrompido que se transformou em ódio. Basta tirar a casca. Registramos ainda, contra toda moralização fácil: elas farão o melhor que podem, porque é o serviço delas. São demônios. Mas antes foram mulheres.
Moloch — a gula. E não apenas a da mesa: há vários tipos de gula, e a principal delas é sexual. É a única linha do verso que traz uma cláusula, e a cláusula é terrível: não te daremos nossos filhos para que os devores. No registro histórico, isso é literal — em outras épocas foi chamado de papa-criancinhas, e há a estátua de braços estendidos onde se queimavam os filhos. No registro interno, porém, criancinhas quer dizer outra coisa. Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus: as criancinhas são as nossas essências. O ego não passa pelo filtro, porque é grosso, é cascudo. Só a essência passa. E Moloch é aquele que devora a essência antes que ela volte para dentro de nós.
VI
Falta ainda a outra conjuração, que vem antes desta na mesma folha e que por muito tempo foi lida apenas como correspondência elemental: a Conjuração dos Quatro. Ela interpela quatro figuras — o Anjo dos Olhos Mortos, o Touro Alado, a Águia Acorrentada e a Serpente Móvel — e encerra pedindo que a água volte à água, que o fogo arda, que o ar circule e que a terra caia sobre a terra.
Levamos mais de vinte anos praticando essa conjuração antes de compreender que aquelas quatro figuras não são elementos. São personagens. E que estão todos ali, os dez, dentro do mesmo texto que recitávamos diariamente sem saber o que dizíamos.
Anjo dos Olhos Mortos — é Hai, o demônio da mente, e ataca a região mental. Trabalha pelo intelecto, produzindo uma quantidade infinita de justificativas para que não façamos a obra do Pai. Na história de Jesus, é Pilatos: lava as mãos diante do Cristo. Assim fala o demônio da mente — isso não é comigo, isso aí eu não quero saber.
Touro Alado — é Apopi, o demônio do desejo, e ataca a região sexual. É o mais forte dos três. Na história de Jesus, é Judas, que trai por trinta moedas. É o traidor a quem se deu o nome de Satanás — e Satanás é um filho de Lilith, uma das Damas do Caos.
Águia Acorrentada — é Nebth, o demônio da má vontade, e ataca a região cardíaca. Este arquiteta. Cria cenários, dispõe pessoas ao nosso redor, e sussurra: abandone o seu Cristo, abandone a sua verdade. Na história de Jesus, é Caifás.
Serpente Móvel — é Nahemah, e é a última renúncia do Processo de Ascensão. Ela retorna aqui sozinha, sem Lilith, e não por acaso: não é apenas uma dos sete. É o ponto final de todo o percurso.
Somam-se, portanto, sete mais três. São os dez decapitados que estão gravados na Tábua de Narmer há cerca de cinco mil anos, diante do faraó, sob a barca e o pássaro que representa Horus. Primeiro os sete pecados capitais. Depois os três traidores. E só então a coroa, pois só se ganha a coroa de rei quando se vencem os três.
Convém dizer que estes três são de outra ordem. Não são chefes de legião como os sete: são os generais, e caem por último, quando já não resta mais nada abaixo deles. Para enfrentá-los é preciso ter energia equivalente à deles — e a deles é imensa. Em nosso caso particular, foi pedido um ano de trabalho para cada um. Um ano para cada traidor.
E se o leitor perguntar qual dos três é o mais difícil, respondemos sem hesitar: a má vontade. Não a mais espetacular, não a mais escandalosa — a mais difícil. Porque a má vontade não apenas aciona a preguiça; ela se coloca deliberadamente contra a obra do Cristo. Ela arquiteta. É por isso que está entre os traidores, e não entre os sete.
VII
Falta dizer de onde vem a força, porque a espada não fere sozinha e o verso não é encantamento.
Os gregos contaram essa história de um modo que vale a pena reter. Cronos, o tempo, devorava os próprios filhos assim que nasciam. Zeus escapou porque a mãe o escondeu — e, escondido, ganhou o raio. Traduzido: aquele que é guardado pela Mãe Divina e desenvolve, pela transmutação, a energia que sobe pela coluna, escapa de ser devorado pelo tempo. Deixa de ser mais um que nasce, envelhece e recomeça do zero. Torna-se mestre de si.
Essa faísca que corre pela coluna, que no Oriente recebeu o nome de Kundalini, entre os gregos foi chamada de raio de Zeus. É o mesmo fogo que Prometeu rouba dos deuses, e é o fogo sexual — a energia da criação, aquela que criou este universo, esta galáxia, este planeta e nós mesmos. Roubá-lo dos deuses significa capturá-lo para si em vez de desperdiçá-lo.
E aqui está a informação que fecha tudo: somente com o raio de Zeus é que se consegue finalizar o processo dos dez decapitados. A Lei da Renúncia e o Decreto Morte e Ressurreição são instrumentos diários, de uso constante. Mas chega um ponto do caminho em que já não bastam, e é preciso ter esse recurso disponível. Ele não se compra e não se pede emprestado: ele se constrói, ao longo de anos, pela transmutação.
Vale notar por que a energia às vezes não sobe mesmo em quem pratica. Ela sobe pela coluna e encontra entupimento. E o entupimento tem nome — pode chamar-se orgulho, pode chamar-se inveja, pode chamar-se raiva. São os mesmos personagens do verso, agora vistos por dentro, como obstruções físicas num canal. Cada um que se elimina é um trecho de coluna que se desobstrui. Eis por que a conjuração é, ela própria, eliminação: cada elemento ferido no seu Ponto de Aglutinação é passagem aberta.
VIII
Resta a pergunta que o leitor atento já terá formulado: se essas estruturas são tão poderosas, como é que um verso as afasta?
A resposta desfaz o pressuposto da pergunta. Elas não são poderosas sobre nós. Elas têm exatamente o poder que lhes damos, e o damos de uma única maneira: perdendo a energia. Quem transmuta não é atingido. Não porque esteja protegido por um escudo mágico, mas porque não há mais o que comer.
E há ainda uma inversão maior, que oferecemos à reflexão do leitor. Esses dez não são propriamente inimigos. São filtro. Um filtro que nós mesmos colocamos no caminho, para que não passe quem não deve passar. Pense no café: joga-se água quente, e o que desce é só o líquido, só o que presta. O pó fica. Assim é. Se não formos bons o suficiente, o guardião não abre. Não por castigo — por engenharia.
Por isso é preciso insistir que a defesa definitiva não é o verso. As técnicas de proteção são temporárias. Elas nos defendem daquilo que tememos — e aquilo que tememos está dentro de nós. Enquanto houver temor, use-as, e use-as todos os dias, sem preguiça e sem romantismo. Mas saiba que o objetivo é chegar ao ponto em que não sejam mais necessárias, porque nada restou lá dentro que possa ser atingido.
Convidamos o leitor, como faz o próprio Gilberto em cada sessão, a não acreditar em uma linha sequer do que aqui foi escrito. Não é matéria de fé. Pratique a conjuração todos os dias, peça ao seu próprio ser interno a revelação daquilo que está pronunciando, e verifique por si mesmo. Nós levamos mais de vinte anos para começar a entender esses personagens, e foi fazendo que compreendemos. A verdade não está no papel. Está viva, e vive dentro de você.
Eles não têm poder sobre nós, a não ser que você dê poder para eles.
E como é que se dá poder para eles? Perdendo a energia sexual.
Agora, se a gente transmuta a nossa energia sexual, eles não têm poder sobre nós.
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