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Mensageiro Cósmico

Artigo · a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni

Os Sete Chakras

O homem deve perceber a necessidade urgente de que as Sete Vogais da Natureza voltem a vibrar em seu organismoGilberto Franzoni

19 min de leitura


A palavra chegou até nós gasta. Chakra virou nome de aula, de terapia, de aplicativo, de pedra colorida vendida em feira. Quase sempre aparece acompanhada de uma promessa de bem-estar: alinhar, equilibrar, desbloquear. E quase nunca aparece acompanhada da única pergunta que interessa — o que é, exatamente, essa coisa que se está alinhando?

O que se estuda aqui é outra coisa. Não é técnica de relaxamento nem mapa decorativo do corpo. É anatomia — anatomia de algo que não é o corpo físico. E, como toda anatomia, ou existe e pode ser verificada, ou não existe e o assunto se encerra.

I

Comecemos pela definição, porque ela sozinha já desfaz metade do mal-entendido.

Nós não somos um corpo. Somos sete, um dentro do outro: o corpo físico, o vital, o astral, o mental, o causal, o espiritual e o do Íntimo. Isso não é metáfora nem modo de dizer — é a estrutura de que se trata quando se fala em vida interior.

Ora: este corpo aqui, o físico, tem órgãos de percepção. Olho, ouvido, nariz, boca, pele. É por eles que este corpo sabe do mundo em que está. E se existem outros seis corpos, e cada um deles está numa dimensão própria, então cada um deles precisa dos seus.

“Os chakras são as percepções dos outros corpos.”

A frase é dele, e é isso — é só isso. Não são amuletos, não são chaves mágicas, não são prêmios. São órgãos de sentido — dos corpos que não se enxergam no espelho. Tem chakras do corpo vital, chakras do corpo astral, chakras do corpo mental. Assim como aqui temos olho, nariz, boca e ouvido, e disso resultam o tato, o olfato, o paladar, a visão e a audição, lá também há órgãos, e deles resultam percepções.

Por isso a conversa muda de lugar. Perguntar se um chakra está aberto é o mesmo que perguntar se um olho enxerga. E ninguém abre um olho decorando o nome dele.

II

Onde estão, então?

São sete, ao longo do eixo do corpo, e cada um deles tem uma correspondência que raramente se conta. Não é invenção nem leitura livre: está no Apocalipse, e está no cajado que os mestres carregam nas figuras antigas — aquele bastão com sete nós esculpidos ao longo da haste. Os sete nós são os sete chakras. As sete igrejas às quais o anjo escreve, uma por uma, são os sete chakras. Cada chakra é uma igreja do Apocalipse.

1 · Básico — base da coluna e órgãos sexuais — Éfeso

2 · Da alma — dois dedos abaixo do umbigo; prostático no homem, uterino na mulher — Esmirna

3 · Plexo solar — dois dedos acima do umbigo — Pérgamo

4 · Cardíaco — no centro do peito — Tiatira

5 · Laríngeo — na garganta — Sardes

6 · Frontal — entre as sobrancelhas — Filadélfia

7 · Coronário — no topo da cabeça — Laodiceia

Quem já leu as cartas às sete igrejas e achou o texto estranhamente pessoal — uma repreensão aqui, um elogio ali, uma advertência sobre o que ficou morno — talvez esteja lendo, sem saber, um laudo. As cartas não foram escritas para sete cidades da Ásia Menor. Foram escritas para sete pontos que cada um de nós carrega.

III

E o que cada um deles faz? Vamos de baixo para cima, que é como a energia sobe.

O chakra básico, na base da coluna e nos órgãos sexuais, é onde está a energia que move tudo o mais — uma fonte de energia inesgotável, e é dela que o resto depende. Nele se destaca a vibração vermelha, e por isso ele corresponde, dentro de nós, a Marte: o que fora é planeta e mitologia da guerra, aqui dentro é este ponto. Cada anjo está num chakra, e quem medita no básico encontra Samael, o gênio planetário de Marte. Assim como é o exterior, é o interior.

O chakra da alma, dois dedos abaixo do umbigo, abre a saída consciente em corpo astral. Não o sonho confuso de que mal se lembra: a saída lúcida, em que se sai daqui sabendo que se saiu, e se volta trazendo o que se viu. É também ele que faz o trabalho mais difícil dessa travessia, que é a passagem da informação de lá para cá — gravar no cérebro físico o que só aconteceu fora dele.

O plexo solar, dois dedos acima do umbigo, é o chakra da telepatia. E aqui convém uma correção que ele faz questão de fazer, porque quase todo mundo entende ao contrário:

“Observe que a telepatia não é para ficar olhando o pensamento do outro sem autorização.”

Telepatia não é bisbilhotice. É o canal por onde a instrução chega — “A telepatia é um dom pra gente conversar com os mestres”. Quem a desperta e a usa para vasculhar a cabeça alheia não está usando um dom: está sujando um órgão.

O chakra cardíaco, no centro do peito, desperta a intuição. E de todas as capacidades que se pode despertar, a intuição é a mais importante — é a voz do Íntimo, e é ela que guia o processo inteiro. Não é preferência: é prioridade declarada. Nem tudo o que se vê nos mundos internos tem lógica, e quando a intuição funciona, entende-se assim mesmo. É em Tiatira que despertam as virtudes — e quando isso acontece, o peito transborda de amor, de alegria, de paz, sem motivo externo nenhum.

O chakra laríngeo, na garganta, abre a clariaudiência — o ouvido mágico. Ele amplia a faixa: passa-se a escutar abaixo e acima do que o ouvido físico alcança. Com ela se conversa com os elementais da natureza, e com ela “nós podemos escutar a pulsação do planeta”. É também o chakra do Verbo, e por isso o mais implacável: nele mora a palavra que dizemos.

O chakra frontal, entre as sobrancelhas, ligado à glândula pituitária, abre a clarividência: a capacidade de ver as outras dimensões, tanto as inferiores quanto as superiores. Não é ver longe — é ver o que está aqui e não cabe nesta faixa.

O chakra coronário, no alto da cabeça, o lótus de mil pétalas, ligado à glândula pineal, abre a polividência: ver no tempo e no espaço, para o passado e para o futuro. É daí que vem a fama da pineal como glândula do místico — não porque tenha algo de mágico nela, mas porque é ali que esse órgão trabalha.

Há ainda um oitavo ponto que entra no trabalho prático e que não está entre as sete igrejas: o que fica na glândula timo e nos pulmões, um pouco acima do coração. Ele traz as lembranças das existências passadas. Vale saber por que ele importa, e a razão é dita sem rodeio: é importante sabermos o que já fizemos neste mundo, porque quem sabe o que fez entende a lei de ação e reação — aquela que o Ocidente traduziu como carma e darma. A memória não é curiosidade sobre o passado; é o que torna a lei inteligível.

IV

Se são órgãos, podem ser exercitados. E o exercício mais antigo que existe para isso é o som.

Cada chakra responde a uma vogal, a uma vibração própria. Não há mistério na escolha: é a frequência que ressoa naquele ponto e o põe em movimento. As sete juntas têm nome — as Sete Vogais da Natureza —, e o nome carrega uma história que vale saber antes de pronunciá-las.

Elas ressoavam no organismo humano. Quando o homem deixou as Terras dos Jinas, o Ritmo e a Harmonia se perderam — e com eles, a vibração. O que se faz ao entoá-las, portanto, não é adquirir uma faculdade nova: é devolver ao corpo um som que era dele e que parou de tocar.

A sequência completa, tal como se pratica, é esta:

I — testa e topo da cabeça · clarividência e polividência

E — garganta · clariaudiência

A — timo e pulmões · memória das vidas passadas

O — cardíaco · intuição

U — plexo solar · telepatia

M — dois dedos abaixo do umbigo · corpo astral

S — base da coluna e sexo · transmutação

Sete sons. E há um detalhe bonito escondido dentro da nossa própria língua, que só aparece quando se sabe o que cada letra move. Tome a palavra transmutação e abra-a: trans, que em português indica através de, além de; mu, que são exatamente as duas vibrações do meio do corpo — o M do chakra sacro e o U do plexo solar; ta, a concordância de quem sabe o que está fazendo; ção, ação, realização. A palavra descreve a operação que nomeia. Transmutar, na definição dele, é a ação consciente do uso da energia astral e mental em sua forma transcendida — e as duas sílabas do meio apontam justamente para os dois chakras por onde essa sintonia passa.

V

Falemos então dessa energia, porque é ela que acende os sete.

Ela dorme na base da coluna e tem nome antigo: kundalini. No Oriente se chama assim; no Ocidente, o mesmo fogo recebeu outro nome — fogo do Espírito Santo. São duas línguas para a mesma coisa, e quem tropeça na palavra perde o fato.

A operação é descrita sem nenhum floreio. Concentra-se na base da coluna. Faz-se a vibração do S, que é o som do fogo. A energia sobe pela coluna — sobe mesmo, e a pessoa sente subir —, chega à cabeça e a ilumina inteira. Aí se toca de leve a língua no céu da boca, e esse toque faz a energia descer até o coração e iluminá-lo também.

Aqui é preciso separar duas coisas que costumam ser confundidas, e ele separa com aspereza. Fazer a energia subir e descer, como se faz na prática, não é o mesmo que despertar o Kundalini. O despertar do Kundalini só acontece pela lei da polaridade — masculino e feminino, positivo e negativo, os dois juntos. Não desperta de outro jeito. Quem anuncia que ascensionou sozinho, diz ele, não conhece as leis herméticas: a lei do gênero está em tudo, em todo lugar. A prática que se faz na sessão movimenta a energia e a transmuta; o despertar propriamente dito é outra coisa, e tem uma condição que não se contorna.

Feita a distinção, voltemos à figura, que tem nome: o cajado do mestre. Sobe pela haste, curva no alto, desce e se recolhe. É a mesma forma que aparece esculpida na mão das figuras egípcias, com os sete nós ao longo do bastão. E é a mesma forma do caduceu, com as duas serpentes enlaçadas: elas representam os canais eletrônicos que ascendem pela coluna e têm a propriedade de ativar os plexos superiores. A da direita se chama od, a vida livremente dirigida; a da esquerda, ob, a vida fatal; e o globo dourado no alto é aur, a luz equilibrada. Forças contrárias que podem caminhar juntas sem se confundir. O bastão é a coluna. O globo é a cabeça. As asas são a liberdade que se ganha quando o corpo, a emoção e a mente enfim se equilibram.

Vale notar o que esses canais são e o que não são. Não precisam de fio condutor, como a eletricidade da tomada, e por isso não aparecem sob o bisturi. Existem enquanto o corpo está vivo. Nenhum legista os encontraria num cadáver — e isso não é evasiva: é a descrição exata de onde eles operam.

VI

Aqui chegamos à parte que costuma ser pulada, e que é a única que decide alguma coisa.

Existe a ideia — confortável, difundida, e falsa — de que despertar chakra é questão de método. Bastaria a técnica certa, o áudio certo, a respiração certa, e as portas se abririam. Não é assim, e o motivo é simples: não se abre um órgão sujo.

Repare no encadeamento. Quero despertar Sardes, a garganta, o Verbo — mas continuo usando a palavra de forma dissonante, falando o que não devia, ferindo com o que digo. Como é que o Espírito Santo vai se instalar num canal que eu mesmo entupo todo dia? Quero despertar Filadélfia, a clarividência — mas ainda minto, ainda quero enganar o outro e, ao fazê-lo, engano a mim mesmo. Como esse olho vai ficar limpo?

Alguém dirá: mas há tanta gente por aí lendo mãos, lendo cartas, vendo coisas. E a pergunta certa a fazer não é se veem — é se eliminaram a mentira de dentro. Sem isso, a clarividência está suja. Pode haver lampejos. Lampejo não é visão.

Repare no que isso implica quanto à ordem das coisas. Enquanto a densidade estiver ali, o órgão correspondente não abre — e as densidades têm nome: orgulho, ira, cobiça, vaidade, tudo aquilo que ocupa dentro de nós o espaço que deveria ser de outra coisa. E o que acontece quando uma delas cai é exatamente o que abre o órgão:

“Quando uma densidade morre, nasce uma virtude.”

Morreu o ódio, nasce o amor. Morreram a vaidade, o orgulho, a soberba, nasce a humildade. E é a virtude — não a técnica — que acende o chakra correspondente. A técnica organiza, prepara, aponta. Quem abre é a virtude.

VII

Há um caminho oposto, e ele precisa ser dito com todas as letras, porque é oferecido em toda esquina como se fosse a mesma coisa.

Os chakras funcionam como uma respiração: eles inspiram e expiram, e é por eles que se absorve o prana — a energia sutil de que também vivemos, e sem a qual arroz e feijão não bastam. Cada um tem algo como uma persiana, que abre e fecha conforme a necessidade. Órgão saudável é órgão que se abre quando se quer e se fecha quando se quer.

A percepção extrassensorial trabalha assim. Desperta-se a clarividência e ela fica à disposição: liga-se quando é hora, desliga-se quando não é. Desperta-se a telepatia — e se o pensamento alheio que chega for besteira, fecha-se e pronto. O controle é da pessoa.

A mediunidade por incorporação faz o contrário. Ali a pessoa não abre a persiana: ela a arrebenta. A energia própria é deslocada, e outra coisa ocupa o corpo — que é veículo, e veículo emprestado a quem não tem apreço por ele volta amassado. Depois que o mecanismo quebrou, não entra mais só o que foi convidado: entra o que quiser.

E não termina nesta vida. O chakra que foi danificado pertence a um corpo que atravessa a morte. O estrago viaja junto. É por isso que se diz, sem meio-termo, que aquilo cobra caro — e que trabalhar as percepções extrassensoriais e entregar o corpo a uma entidade não são duas versões da mesma prática. São operações contrárias: uma constrói o órgão, a outra o consome.

VIII

Somadas, essas faculdades formam um conjunto exato, e vale enunciá-lo inteiro.

São sete percepções extrassensoriais: clarividência, clariaudiência, telepatia, saída em corpo astral, polividência, intuição e premonição. Somadas às cinco que já usamos — tato, olfato, paladar, audição, visão —, dão doze.

Doze, e não cinco. Um ser humano completo tem doze percepções; as outras sete não estão ausentes, estão atrofiadas. Nós as temos como se tem uma perna que nunca andou. E o que se atrofia por desuso volta com uso — devagar, sem espetáculo, aparecendo aos poucos no meio do dia comum.

Vale reparar em uma coisa: nada dessa lista é sobre poder. Ver no tempo, escutar a natureza, sair do corpo, saber sem raciocinar — tudo isso serve a uma finalidade só, que é conhecer o que somos e o que fizemos. Fora dessa finalidade, cada uma dessas capacidades vira brinquedo perigoso.

IX

Falta o circuito maior, e é ele que tira o assunto do umbigo — no sentido literal e no figurado.

A energia primária, universal e cósmica, entra por cima. Os orientais chamam o ponto de sahasrara; aqui dizemos coronário. E então:

“a energia passa por todos os chakras inferiores alimentando-os vibracionalmente até chegar ao chakra básico e irradiar para as pernas e pés”

E sai. Sai pela sola e pelos dedos dos pés. Essa saída tem nome próprio — Askokim — e o que ela significa é o oposto do que costuma se ensinar sobre trabalho energético. Não somos um reservatório que acumula. Nós somos canal — é assim que ele diz, e é literalmente o papel do ser humano. A energia entra de um tipo e sai de outro: atravessa os sete, é transformada por tudo o que somos, e sai pela sola dos pés na vibração correta para alimentar o planeta.

Ou seja: nós alimentamos a Terra. É a contribuição que todo ser vivo dá ao sistema maior que o acolhe e o mantém vivo, e no nosso caso ela só existe porque passou por aqui dentro. Isso reposiciona a pergunta inteira. Cuidar dos chakras deixa de ser um projeto de bem-estar pessoal e passa a ser uma questão de qualidade do que se devolve.

Daí a instrução prática do decreto que leva esse nome, e que é mais concreta do que se imagina: pé no chão, pé na terra. Calçado atrapalha — de sapato o canal fica entupido. E recomenda-se caminhar sobre a terra, vinte minutos no mínimo, porque é caminhando que a entrega acontece. Quem ensinou esse decreto foi a própria Gaia, e levou dezoito anos até ensiná-lo. Vale registrar o detalhe: não é exercício que se inventa numa tarde.

E os sete não são o fim. Acima da cabeça, a cerca de um palmo, há o chakra alfa; abaixo do cóccix, à mesma distância, o ômega — os dois de que fala o Apocalipse quando diz eu sou o Alfa e o Ômega. Depois vêm os joelhos, que são os chakras da humildade, e por isso ajoelhar não é gesto de submissão a ninguém: é o orgulho se dobrando, e é a conexão com o planeta. Depois os tornozelos, que ligam ao Sol. Depois os pés, que ligam ao sistema solar inteiro. E acima disso a escala continua: o grupo local de estrelas, Sírius — a capital espiritual desta galáxia —, o superaglomerado de galáxias, e por fim a Fonte, o todo que é.

Há um exercício que percorre esse caminho todo, e ele foi construído em torno de um princípio que resume a doutrina inteira: tudo é trazido para o coração. Unifica-se a garganta com o plexo solar, o frontal com o chakra da alma, o coronário com o básico, o alfa com o ômega, os joelhos, os tornozelos, os pés — e tudo isso ao cardíaco. Não se distribui a consciência por catorze pontos. Recolhe-se tudo a um. Nós somos um ser unificado, e o centro é o peito.

X

Resta a única coisa que este texto não pode fazer por ninguém.

Tudo o que está aqui é verificável. Não é matéria de fé, e não deveria ser aceito por autoridade — nem pela de quem ensina, nem pela de quem escreve. A posição é essa, e é dita sem rodeio: “eu vejo por mim mesmo, eu não preciso acreditar no outro”. Não é preciso acreditar num autor que escreveu um livro. Não é preciso acreditar num clarividente. O que se pede é observação — a mesma observação que se usaria para qualquer outra coisa que se quisesse saber se é real.

Então o convite é para duvidar com método. Sente-se. Faça a vibração de uma vogal no ponto correspondente, e não pergunte se funcionou: pergunte o que aconteceu ali. Repare se algo se move na garganta quando a garganta é chamada, e se nada se move, anote que nada se moveu. Depois olhe para a sua palavra, para a sua mentira, para o seu orgulho — e observe se aquele ponto responde diferente à medida que algo ali dentro morre.

Porque no fim é isso que está sendo dito. Os sete chakras não são sete botões a apertar. São sete estados de um mesmo ser, e cada um deles se abre exatamente na medida em que deixamos de ser o que impedia que se abrisse. Quem quiser começar tem por onde: não pelo topo da cabeça, mas pelo que se fala, pelo que se sente, pelo que se admite sobre si mesmo.

O resto vem. Vem depois, e vem sozinho.

Em poucas palavras

Perguntas frequentes

O que é um chakra segundo Gilberto Franzoni?

Os chakras são as percepções dos outros corpos, isto é, os órgãos de sentido dos corpos que não se enxergam no espelho. Assim como o corpo físico tem olho, nariz, boca e ouvido, e disso resultam as percepções, há chakras do corpo vital, do astral e do mental, e deles também resultam percepções.

Fonte: Live 06, Autorrealização

Quais são os sete chakras e onde ficam?

Os sete chakras ficam ao longo do eixo do corpo: o básico, na base da coluna e nos órgãos sexuais; o da alma, dois dedos abaixo do umbigo; o plexo solar, dois dedos acima do umbigo; o cardíaco, no centro do peito; o laríngeo, na garganta; o frontal, entre as sobrancelhas; e o coronário, no topo da cabeça.

Fonte: Folha 43 do S.E.R., Renascimento

Qual a relação dos chakras com as sete igrejas do Apocalipse?

Cada chakra é uma igreja do Apocalipse: Éfeso é o básico, Esmirna o da alma, Pérgamo o plexo solar, Tiatira o cardíaco, Sardes o laríngeo, Filadélfia o frontal e Laodiceia o coronário. As igrejas não são lugares físicos, e sim pontos que cada um de nós carrega.

Fonte: Folha 43 do S.E.R., Renascimento; Live 16, Conhecimento do Antigo Egito para Ascensão Espiritual; Live 23, Matrimônio Sagrado

O que cada um dos sete chakras desperta?

O básico fornece energia e ativa todos os outros por meio do Poder Kundalini; o da alma abre a saída consciente em corpo astral; o plexo solar, a telepatia; o cardíaco, a inspiração e a intuição; o laríngeo, a clariaudiência; o frontal, a clarividência; e o coronário, a polividência. A premonição não fica num desses sete pontos: ela se relaciona aos chakras das mãos.

Fonte: Folha 43 do S.E.R., Renascimento

Qual o mantra de cada chakra?

Cada chakra responde a uma das Sete Vogais da Natureza, entoada alongando a vogal: I na testa e no topo da cabeça, E na garganta, A no timo e nos pulmões, O no cardíaco, U no plexo solar, M dois dedos abaixo do umbigo e S na base da coluna e no sexo. O S se pronuncia shiiii, imitando o som do fogo no maçarico.

Fonte: Folha 47 do S.E.R., O Cetro do Poder; Folha 43 do S.E.R., Renascimento

Como abrir os chakras?

Não basta a técnica certa, porque não se abre um órgão sujo: enquanto a densidade estiver ali, como orgulho, ira, cobiça ou vaidade, o órgão correspondente não abre. Quando uma densidade morre, nasce uma virtude, e é a virtude que acende o chakra correspondente. A técnica organiza, prepara e aponta; quem abre é a virtude.

Fonte: Live 23, Matrimônio Sagrado; Sessão Instrutiva 92, O Poder dos Chakras em São Roque SP

Fazer a energia subir pela coluna é o mesmo que despertar a kundalini?

Não. Fazer a energia subir e descer, como se faz na prática, movimenta a energia e a transmuta, mas não é o mesmo que despertar o Kundalini. O despertar do Kundalini só acontece pela lei da polaridade, masculino e feminino, positivo e negativo, os dois juntos, e não desperta de outro jeito.

Fonte: Sessão Instrutiva 44, Virtudes; Sessão Instrutiva 87, O Despertar da Consciência em Curitiba PR

Qual a diferença entre abrir os chakras e mediunidade?

Na percepção extrassensorial o controle é da pessoa: ela abre o chakra quando quer e o fecha quando quer. Na mediunidade por incorporação a pessoa não abre a persiana do chakra, ela a arrebenta, e outra coisa ocupa o corpo. O chakra danificado pertence a um corpo que atravessa a morte, e o estrago viaja junto.

Fonte: Sessão Instrutiva 14, O Poder dos Chakras

Comentários

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