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Mensageiro Cósmico

Artigo · a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni

Recorrência e Resgate

A este processo de recapitulação, limpeza e autoconhecimento, chamamos de resgate.Gilberto Franzoni

18 min de leitura


Quase todo mundo conhece a sensação. A mesma briga, com outra pessoa. O mesmo chefe que pega no pé, em outro emprego. A mesma antipatia gratuita por alguém que acabamos de conhecer. A mesma tensão dentro de casa, ano após ano, com quem mais amamos. A explicação comum é o temperamento, o azar, o outro. No ensinamento de Gilberto Franzoni essas repetições têm nome e têm lei.

O nome é recorrência. A resposta a ela tem outro nome, resgate. Este artigo reúne o que ele ensina sobre as duas coisas no livro Uma Mensagem Cósmica, no curso, nas folhas do S.E.R. e nas sessões instrutivas, e procura mostrar onde uma termina e a outra começa. A diferença, adiantemos, não está no que acontece. Está em como atravessamos o que acontece.

I

Comecemos pela lei.

No capítulo 21 do livro, Tecnologias Espirituais, ele parte de uma constatação histórica: em todas as épocas houve guerras, mortes e prejuízos por todos os lados. E diz que esse é um fator que aciona a “lei da recorrência também conhecida como Karma”. Logo adiante dá a imagem que a resume:

“a lei da recorrência funciona como uma espécie de efeito bumerangue toda vez que lançamos uma determinada energia o universo a devolve para nós independentemente do tempo que passe para os devidos ajustes”

Duas coisas nessa frase merecem atenção. A primeira é que o que volta é nosso: a energia que nós mesmos lançamos. A segunda é o tempo. “Independentemente do tempo que passe” quer dizer que o retorno não respeita a fronteira de uma vida. No mesmo capítulo ele afirma que, mesmo que as pessoas desconheçam o seu passado energético e tudo o que fizeram em existências passadas, essas energias tendem a voltar ao seu autor. É um processo mecânico da natureza, uma lei universal. Não pergunta se acreditamos nela.

No capítulo 2, Cura, ele descreve o mesmo fenômeno visto de dentro. Conforme a personalidade se constrói ao longo da vida no corpo físico, arquivos vivos de experiências passadas vão se abrindo e se ajustando a ela:

“Experiências já vividas fazem pressão para serem revividas, fenômeno conhecido como recorrência.”

E no capítulo 19, Personalidade, acrescenta onde essa lei se encaixa: “as recorrências fazem parte da manifestação da lei do Ritmo”. Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce. Quem já leu o artigo sobre as sete leis herméticas reconhece a quinta lei. A recorrência é o Ritmo agindo sobre o nosso passado.

II

Como ela chega até nós? Quase sempre com um rosto.

No capítulo 21 ele explica que a lei da recorrência faz duas ou mais pessoas que se prejudicaram no passado se reencontrarem no presente. O universo aproxima, de preferência, as que se mataram, porque um ato de ódio precisa ser equilibrado por um ato de amor: quem tirou uma vida no passado dá a vida no presente. Daí uma das frases mais desconcertantes do livro, a de que as pesquisas dele indicam que “os inimigos do passado estão dentro de nossas próprias” casas, e normalmente são aqueles que mais amamos. Marido e esposa, pai e filho, irmão e irmão.

Ele observa também que ninguém sai inteiro de um conflito assim. Ao longo de inúmeros resgates de existências passadas, escreve, viu que “quando uma pessoa prejudicava ou até matava outra sempre as duas envolvidas ficavam feridas”. No exemplo que ele dá, quem morreu pode ficar com ódio mortal de quem lhe tirou a vida e, num reencontro, vibrar na posição de vítima e cobrar um ressarcimento. Quem matou, além do elemento denso que criou, carrega a marca do golpe registrada no próprio coração, e pode viver preso à culpa. Quando os dois se reencontram, cada um traz a sua parte da ferida para dentro da relação nova.

Na Sessão Instrutiva 98, A Inspiração, ele dá ao mecanismo uma forma geométrica. O tempo, ali, é uma espiral. Um fato acontece num ponto A; a espiral dá a volta e chega a um ponto B alinhado com o primeiro. “Alinhou, vem a recorrência.” Se no ponto A, aos trinta anos, alguém tirou a vida de outra pessoa, quando a volta se completa aquela pessoa vai estar na sua frente.

Numa sessão mais antiga, a Sessão 15, ele usa outra imagem, mais doméstica: o planeta é uma escola. Se a aula não foi aprendida, ela é oferecida de novo. E se a vida passa sem que se aprenda, a pessoa morre, nasce de novo, e as mesmas aulas voltam.

III

Aqui entra a palavra que decide tudo: consciência.

A lei age sobre todos. O que muda de uma pessoa para outra é se ela sabe o que está acontecendo. No capítulo 21:

“como a maioria das pessoas é inconsciente do como a lei da recorrência se manifesta acaba passando momentos muito desagradáveis em relação às outras pessoas”

A pessoa inconsciente não vê a lei. Vê o chefe injusto, o marido difícil, o filho que nunca está satisfeito, e reage a eles como se a história começasse ali. Reagindo, repete o que fez da outra vez. Na Live 09, O Despertar da Consciência, ele põe isso numa definição curta: “a recorrência é quando a gente tá passando por esses processos de forma inconsciente”. Na Sessão 30, com o mesmo título, compara quem permanece inconsciente a uma folha seca levada pela lei, existência após existência, e diz que o caminho de saída da recorrência é o despertar da consciência.

Na Sessão 98 a mesma ideia aparece como tabuleiro de xadrez:

“Ou nós somos as peças do tabuleiro ou nós somos os jogadores.”

Note o que ele não diz. Não diz que a consciência faz a lei parar. Diz que é possível deixar de ser peça e virar jogador, e que isso se faz pela alquimia e pela responsabilidade energética.

IV

Antes de falar do resgate, é preciso entender o que se resgata. E isso passa pelos arquivos.

Arquivo é a palavra que ele usa para o registro de uma experiência passada guardado em nós. No capítulo 2 eles aparecem como “arquivos vivos, resquícios de personalidades outrora vividas, fazendo pressão para serem revividas, as chamadas recorrências”, e como memória celular. Vivos é a palavra exata: no capítulo 19 ele conta que, ao abrir arquivos de existências passadas, percebeu “que o registro é Vivo” e pode se comunicar conosco de acordo com a personalidade daquela época. Ler um arquivo, ali, é receber as lembranças junto com as emoções, os sentimentos, os pensamentos e as reações de quem fomos.

Onde eles ficam? Nas sessões ele dá a resposta mais concreta. Na Sessão Instrutiva 100, Mãe Divina em São José dos Campos: “São arquivos celulares, são arquivos, tá dentro das nossas células.” E acrescenta que é isso que os místicos chamam de registros akáshicos. No capítulo 19, fala também do corpo astral, que transfere as vibrações de uma existência para outra no momento em que o novo corpo se forma no útero.

Como um arquivo se abre? Do jeito que a lei manda: pelo contato. No capítulo 21 ele descreve que, às vezes, ao entrar em contato com uma pessoa, a lei da recorrência nos apresenta uma sintonia vibracional e abrimos um arquivo de uma existência passada. O corpo avisa. Ele chama o corpo de excelente aparelho de percepção das energias que estão retornando, e dá exemplos em graus. Um leve mal-estar na boca do estômago pode ser apenas pessoas pensando em nós. Peso nas costas, pescoço duro, pressão na nuca e bocejos indicam um elemento extremamente denso. Uma recorrência, portanto, é um arquivo que se abriu. A questão é o que fazemos com ele aberto.

V

O que é, então, o resgate?

A definição está no capítulo 2 do livro, e é a epígrafe deste artigo: “A este processo de recapitulação, limpeza e autoconhecimento, chamamos de resgate.” Ele acrescenta que outros chamam a mesma coisa de ascensão, autorrealização, iluminação, e que o resgate é uma forma de cura dos corpos energéticos e físicos. No capítulo 7, Lúcifer, a ligação com a recorrência fica explícita:

“entendemos que o resgate é uma forma válida de equacionar e modular vibrações recorrentes do nosso passado transformando o nosso presente e consequentemente nosso futuro”

Resgatar é ir ao arquivo de propósito, em vez de esperar que ele se abra sozinho, e limpar o que está nele. Mas o nome diz mais do que limpeza. Quem resgata, traz de volta alguma coisa que estava presa. Na primeira parte da Palestra do Jejum Consciente ele explica que, quando voltamos ao passado e mudamos o padrão vibratório dele, mudamos também o presente, e a partícula de luz que tinha ficado lá se integra de novo com a gente. Por isso chama esse trabalho de auto-resgate. No curso, na parte 07, diz o mesmo de outro jeito: “é você resgatando você mesmo no passado e não o contrário”. E ao falar da renúncia, no capítulo 21, mostra o mesmo movimento do lado do elemento denso: ele carrega uma fração da nossa consciência, e quando é desintegrado as partículas de luz liberadas voltam ao ser que somos. O que se resgata, no fundo, somos nós.

O S.E.R., o Sistema Energético de Resgate, é o conjunto de instrumentos para isso, e ele separa o uso de cada um. Na Live 11, Técnicas de Resgate, explica: a renúncia é para o elemento denso; o perdão, para quando há antipatia, mágoa ou rancor com alguém; e o resgate, quando percebemos que temos arquivos abertos com uma pessoa. Na folha 31 do S.E.R., Alquimia Interior, o Decreto do Resgate aparece indicado justamente para “cenários que envolvam arquivos de vidas passadas com pessoas, entidades, rituais, organizações ou associações de qualquer tipo”. O decreto, como está na folha, é este:

EU SOU O QUE EU SOU
EU SOU O RESGATE DE TODOS OS ARQUIVOS QUE TENHO COM…
EU SOU A CHAMA VIOLETA ELIMINANDO, CONSUMINDO E TRANSMUTANDO TODAS CONEXÕES ENERGÉTICAS, NO TEMPO E NO ESPAÇO, NO PRESENTE, NO PASSADO E NO FUTURO QUE TENHO COM…
EU SOU A PRESENÇA ONIPOTENTE E ONISCIENTE QUE TUDO COMPREENDE E TUDO LIBERTA SOBRE ESTES ARQUIVOS QUE ESTÃO SENDO RESGATADOS AGORA E PROPORCIONA A TRANSMUTAÇÃO TOTAL EM TODOS OS NÍVEIS, DIMENSÕES E INSTÂNCIAS DO SER QUE EU SOU.
EU SOU O QUE EU SOU!

Na folha, o decreto é feito uma vez, para focar a energia. Em seguida invoca-se a Mãe Divina e a chama violeta, e faz-se o decreto da chama violeta de Saint Germain por quinze minutos. Nas sessões ele dá o ritmo: na Sessão Instrutiva 113, Resgate em Ayaser, diz que normalmente recomenda sete dias para limpar com uma pessoa; na Live 11, que com alguém da família pede vinte e um, porque ali há muitas vidas passadas e muitas informações. E sobre por onde começar, na Sessão 127, Resgate em Campos do Jordão, aconselha perguntar à Mãe Divina: “Com quem que eu preciso fazer o resgate hoje? Normalmente tem uma fila”.

VI

Nada disso funciona como fórmula mágica, e ele faz questão de dizer por quê.

A primeira condição é agir. No capítulo 21: “uma ação consciente se faz necessário para limpar as energias densas do presente e do passado”. Na quarta parte do S.E.R. ele resume: “Resgate é sinônimo de ação”. Compreender a lei da recorrência não limpa nada. Os atritos do dia a dia, escreve no livro, existem justamente “para motivar uma ação consciente que resolva a causa do problema”.

A segunda é limpar o que se abre. Na Sessão Instrutiva 109, Reconciliação em Rolândia: “se você abrir Você precisa limpar Porque tem coisa que tá suja ali Então não adianta abrir um arquivo e deixar ali aberto”. Na Sessão 113, feita em grupo, ele diz que o decreto abre os arquivos, quantos a pessoa der conta, porque o ser que somos sabe o quanto podemos abrir naquele dia. Sozinho, orienta, o decreto se faz com algo específico: uma pessoa, um arquivo. E aberto, o arquivo precisa da chama violeta.

A terceira é estar consciente de quem somos enquanto mexemos no passado. No curso, na parte 07, ele alerta que quem acessa um arquivo antigo precisa estar bem consciente de si para não deixar que aqueles fragmentos contaminem o presente, senão “ao invés dela resgatar o arquivo o arquivo resgatou ela”. Na Sessão 113 dá a mesma ideia pelo avesso: transitar pelo passado de forma consciente é abrir os arquivos, limpar e voltar; olhar para o passado de forma inconsciente leva à depressão.

A quarta é a energia. Na quarta parte do S.E.R. ele diz que o sistema está fundamentado num pilar, a transmutação da energia sexual, e usa a imagem de uma caixa d’água furada: quem resgata e depois perde a energia terá amanhã outro resgate para fazer. Quem já leu a alquimia sexual sabe por quê. Sem energia o resgate não vira.

VII

Agora a diferença do título pode ser dita com as palavras dele.

Recorrência e resgate não são duas leis. São duas formas de atravessar a mesma. Na Sessão 21, As Leis Herméticas, ele diz que a grande maioria está na recorrência, que é o aspecto negativo da lei, e que o aspecto positivo é a recapitulação, feita porque se quer e se sabe por que se faz. Na Sessão 24 completa a distinção: recapitulação é quando se faz o resgate de forma consciente; recorrência, quando a pessoa está sendo levada pelo destino. E na Live 09, logo depois de definir a recorrência como o que se vive de forma inconsciente, vem a frase que liga tudo:

“quando a gente entra no resgate aí nós saímos da lei da recorrência e passamos por outro lado superior dessa lei”

Saímos da recorrência sem sair da lei. Passamos para o lado de cima dela. Na Sessão 98 ele diz isso com uma ponta de humor: “Só que nós somos inteligentes e daí ao invés de cumprir uma recorrência, a gente vai para a recapitulação.”

O mesmo retorno pode ser vivido dos dois jeitos. Quando a espiral alinha os pontos, o reencontro vem. Quem está inconsciente recebe o impacto e repete a cena. Quem está consciente reconhece a cena, abre o arquivo de propósito, limpa e traz para o presente a parte que tinha ficado lá atrás. Na Sessão 21 ele usa a carta 10 do tarô para dizer isso: a força da recorrência nos reúne de novo, mas, em vez de repetir, jogamos a coisa para cima e fazemos a recapitulação, e a roda do samsara vira a Roda da Fortuna.

VIII

E depois do resgate? Aquilo volta?

Sobre o fato resgatado, ele é taxativo. Na Palestra do Jejum Consciente, primeira parte, diz:

“Para cada resgate feito Elimina-se o necessário retorno Ou recorrência futura daquele fato”

E explica: “Se nós resolvemos uma questão do passado Ela não precisa ser presente”.

E logo em seguida, sobre a lei de ação e reação que está por trás disso: “Essa recorrência pode ser eliminada.” E diz como: mudando o padrão vibratório, conhecendo o próprio passado.

Na Sessão Instrutiva 110, Morte e Ressurreição, é ainda mais direto: “Então eu volto lá naquele fato, revejo tudo. Isso é o resgate. Limpo. O fato gerador não existe mais. Portanto, a consequência não existe mais.” E na Sessão 116, Resgate em Presidente Epitácio, descreve o efeito do lado de quem fez: depois do exercício, “você vai olhar aquela pessoa de uma maneira completamente diferente. Por que? Porque não tem mais aquela informação negativa, aquele arquivo negativo”.

Repare no que muda. Nem sempre a pessoa sai da nossa vida. Na Sessão 98, depois de resgatar, a espiral continua alinhando os pontos, e ele diz: “A hora que eu alinho o ponto A e o ponto B, alinha, eu não tenho mais problema com ele.” O encontro pode até acontecer. O que deixa de acontecer é a carga. Na quarta parte da mesma palestra, depois de lembrar o relato de Samael Aun Weor sobre o atropelamento que ele evitou por ter resgatado uma vida passada, a ideia aparece assim: os fatos continuam lá, mas transmutados, sem a ira, a raiva e o ódio, e já não temos a consequência vibracional daqueles atos. O registro não é apagado. É purificado.

É nesse sentido que aquilo não nos afeta novamente. O arquivo limpo não volta a pesar. Como na escola da Sessão 15, a aula se repete enquanto não é aprendida.

IX

Mas seria desonesto com o ensinamento parar aqui.

O resgate fecha um arquivo. Não fecha a lei. No capítulo 19 ele lembra que as recorrências sempre vêm, porque fazem parte das leis mecânicas do universo. E no capítulo 21 descreve o que pode acontecer depois de transmutar a energia de um arquivo ligado a uma pessoa: vem um grande alívio e, às vezes, logo em seguida, um novo impacto vindo do mesmo contato, com a mesma pessoa. O primeiro arquivo, já limpo, “abriu uma sintonia com outro arquivo mais velho mais denso que o primeiro”. Ele acha isso interessante, porque permite “puxar os arquivos como se estivéssemos puxando o fio de um novelo de linha”. Uma relação de família, diz na terceira parte do S.E.R., raramente é um arquivo só; é comum serem dez, vinte.

Há ainda os elementos que nascem de novo. Na Sessão Instrutiva 55, Amor, ele retoma a pergunta de uma participante (“Eu eliminei um defeito hoje. Ele pode voltar amanhã.”) e responde ligando o risco à perda de energia: “Aquele lá não volta mais, mas pode nascer outro.”

Por fim, há o perdão, que ele também conta como trabalho de resgate: na quarta parte do S.E.R. fala do resgate com os defeitos, pela renúncia, e do resgate com as pessoas, pelo perdão. No capítulo 21 ele pergunta se uma pessoa tem o poder de perdoar outra, conclui que não, e pergunta então quem tem o poder de dissolver as energias obscuras do passado “e eliminá-las Definitivamente”. A resposta é “o poder Cristo em nós”. E esse poder, conclui depois de muita investigação, “precisa atuar Em ambos os lados”: a Lei do Perdão é feita sempre aos pares, para a pessoa com quem estamos em conflito e para nós mesmos. Em casos que exigem mais atenção, a folha 31 diz que se pode fazê-la por vinte e um dias seguidos, de preferência no mesmo horário, para limpar todo o carma que temos com uma determinada pessoa.

O retrato completo, então, é este. O que foi resgatado não volta. Mas há outros arquivos, e a lei continua girando. O resgate não é um evento que nos deixa imunes; é um trabalho com ritmo, feito conforme a demanda aparece, pessoa por pessoa, arquivo por arquivo, até que a roda passe a girar a nosso favor. E essa fila tem fim. Na Sessão 21 ele diz que chega uma hora em que os processos cármicos acabam, porque não duram para sempre, e a família começa a se unir; na Sessão 24, que chega uma hora em que a fila acaba e a pessoa está no aqui e agora.

X

Recapitulemos.

A recorrência é a lei do bumerangue: o que lançamos no passado volta, às vezes vidas depois, muitas vezes pela mão de quem está perto. Ela chega pelos arquivos, registros vivos guardados nas células, que se abrem ao longo da vida e, às vezes, no contato com uma pessoa, e fazem pressão para serem revividos. Quem está inconsciente revive a cena e alimenta a roda. O resgate é ir ao arquivo de propósito, com o decreto e a chama violeta, limpar o que está lá e trazer de volta a parte de nós que ficou presa. Quando isso acontece, aquele fato perde a força e a recorrência vira recapitulação: o mesmo retorno, atravessado com consciência.

A recorrência acontece com a gente.
A recapitulação, a gente faz.

E, como em todo o ensinamento, o convite não é para acreditar. É para refutar. Escolha uma relação em que a mesma cena se repete. Pergunte por dentro com quem é o resgate de hoje e faça o decreto pelos dias indicados, com as condições que ele pede: uma pessoa de cada vez, abrir e limpar, consciente de quem você é, sem perder a energia. Depois observe como você olha para aquela pessoa na semana seguinte. A resposta não está neste texto. Está no arquivo.

Artigo escrito a partir dos ensinamentos de Gilberto Franzoni, compilado dos capítulos 1, 2, 7, 19 e 21 de Uma Mensagem Cósmica, da parte 07 do curso, da folha 31 do S.E.R., da 3ª e da 4ª parte do S.E.R., da Live 09 e da Live 11, das partes 1 e 4 da palestra Jejum Consciente e o Processo de Ascensão e das sessões instrutivas 15, 21, 24, 30, 55, 98, 100, 109, 110, 113, 116 e 127. Onde há aspas, as palavras são dele. As passagens de sessões antigas, cuja transcrição é imprecisa, foram parafraseadas sem aspas. A organização, as passagens de ligação e as explicações são deste artigo, feitas para dar entendimento ao tema, sem alterar o que ele ensina.

Em poucas palavras

Perguntas frequentes

O que é a lei da recorrência?

No livro Uma Mensagem Cósmica, Gilberto Franzoni a chama de lei da recorrência, também conhecida como Karma. Ela funciona como um efeito bumerangue: toda energia que lançamos o universo devolve para nós, independentemente do tempo que passe, para os devidos ajustes. Experiências já vividas fazem pressão para serem revividas.

Fonte: Uma Mensagem Cósmica, capítulos 2 e 21

O que é o resgate?

No capítulo 2 do livro ele define o resgate como o processo de recapitulação, limpeza e autoconhecimento. É uma forma de cura dos corpos energéticos e físicos. No capítulo 7 diz que o resgate é uma forma válida de equacionar e modular vibrações recorrentes do passado, transformando o presente e o futuro.

Fonte: Uma Mensagem Cósmica, capítulos 2 e 7

Qual a diferença entre recorrência e recapitulação?

São os dois lados da mesma lei. Na recorrência a pessoa vive o retorno do passado de forma inconsciente, levada pelo destino. Na recapitulação ela faz o resgate de forma consciente. Na Live 09 ele diz que, quando a gente entra no resgate, sai da lei da recorrência e passa para o lado superior dessa lei.

Fonte: Live 09; Sessões Instrutivas 21 e 24

O que são os arquivos de vidas passadas?

São registros vivos de experiências de outras existências. No livro ele os chama de arquivos vivos, memória celular, que vão se abrindo e fazendo pressão para serem revividos. Nas sessões diz que são arquivos celulares, dentro das nossas células, o que os místicos chamam de registros akáshicos.

Fonte: Uma Mensagem Cósmica, capítulos 2 e 19; Sessão Instrutiva 100

Depois do resgate a situação nunca mais volta?

O fato resgatado perde a carga: na Sessão 110 ele diz que o fato gerador não existe mais e, portanto, a consequência não existe mais. Mas a lei continua atuando, os arquivos vêm ligados como um novelo e outros podem se abrir, e quem perde energia pode gerar elementos novos. O que muda é a forma de atravessar: com consciência, a recorrência vira recapitulação. E ele diz que essa fila tem fim: chega uma hora em que os processos cármicos acabam.

Fonte: Sessões Instrutivas 21, 24, 55 e 110; Uma Mensagem Cósmica, capítulos 19 e 21; Palestra Jejum Consciente, parte 1; S.E.R., 4ª parte

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